123Qred troca taxa de juros por mensalidade no crédito - Crédito: Divulgação

Adriano Duarte, cofundador e CEO, da 123Qred – Crédito: Divulgação

A 123Qred quer modificar e democratizar o mercado de crédito no Brasil, por meio de um novo modelo de negócio inspirado no parceiro da Suécia. A fintech oferece crédito para as PMES por meio de um fundo próprio (não é marketplace) e, diferentemente do que é praticado no mercado, não denomina a remuneração do empréstimo de taxa de juros e sim de uma assinatura. A empresa diz que atua no conceito de empréstimo consciente voltado ao apoio ao jovem empreendedor.

A 123Qred foi fundada por Adriano Duarte em 2019 como fruto da junção das empresas sueco-brasileira Webrock e sueca Qred. A empresa é um correspondente bancário da BMP Money Plus e  opera uma plataforma digital de acesso a empréstimos para pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil. A ideia foi promover um modelo de negócio inovador que compreende e atende as necessidades das PMEs de forma simples, rápida e sem burocracia atuando de maneira online e consultiva.

Duarte diz que um dos objetivos é analisar e avaliar real necessidade da empresa e orientá-la sobre a melhor forma de utilizar o recurso, além da possibilidade de renovação dos empréstimos.

“Os bancos criaram uma metodologia própria de crédito que é um modelo único  que não serve para todos. A pequena e média empresa tem de se virar para ser atendida nesse modelo único. Foi por isso que abriu-se um espaço para as fintechs, que têm crescido cada vez mais. Quanto mais o banco do futuro e as fintechs souberem entender e avaliar as características das PMEs, que é diferente do modelo tradicional, mais aumentarão o alcance do atendimento. Esse é o meu propósito: conseguir fazer uma análise e conceder um crédito justo para que a pequena empresa possa crescer. Trouxemos o modelo de negócios da Qred, que hoje na Suécia é considerada a fintech de maior crescimento nos últimos cinco anos.”, diz Adriano Duarte, cofundador e CEO, da 123Qred.

Para ter o empréstimo aprovado, a solicitante precisa ter mais de dois anos de operação e ter um faturamento mínimo anual de R$ 150 mil  (equivale a R$ 12,5 mil por mês), não ter restrições graves nos órgãos de proteção ao crédito e apresentar  os documentos necessários para finalizar a solicitação. A empresa  já tem 550 clientes ativos, concedeu R$ 15 milhões em crédito e recebeu 26 mil aplicações para empréstimos..

“Não somos uma empresa de MEI, mas mensalmente aprovo alguns desses empreendedores para testar o meu modelo para MEI, que tem uma característica de pessoa física”, ressalta Duarte.

Ele diz que gosta de atuar na modalidade de crédito como fomento, ajudando as empresas a crescerem. Durante a pandemia, o desafio era ter a garantia de que o empreendedor tinha controle e podia usar os recursos para se recuperar. A empresa desenvolveu uma metodologia baseada em algoritmos para ter assertividade nas análises, numa pré-avaliação com oito tipos de informações.

“Nós queremos ser o parceiro de crédito e que as empresas aprendam a viver com crédito. Elas usam, investem, quitam, pegam novo empréstimo e vão crescendo. Há empresas já no terceiro contrato. Nosso crédito é consultivo. Raramente comunicamos que estamos emprestando com determinada taxa de juros e sim como exemplo, um empréstimo de R$ 10 mil, a empresa paga R$1,1 mil por mês. Ele vai saber o valor de amortização constante e a mensalidade. Não tem juros embutido nem tabela price”, garante Duarte.