1,7 milhão de contratos em atraso foram renegociados em mutirão - Crédito: Freepik

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A ação conjunta do Banco Central, da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), da Secretaria Nacional do Consumidor e dos Procons de todo o país resultou na negociação de 1,7 milhão de contratos em atraso durante os 25 dias do Mutirão Nacional de Negociação e Orientação Financeira, ocorrido entre 7 e 31 de março. Uma média diária 20% maior em contratos negociados se comparado com o último mutirão realizado em novembro de 2021, quando o mesmo volume de contratos foi repactuado em 30 dias de duração da ação. Se comparado a fevereiro de 2022, o aumento foi de 178% na procura por negociações.

Foram negociadas dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e outras modalidades de crédito sem a cessão de bens dados em garantia, como veículos, motocicletas e imóveis. A nova rodada de negociação contou com a participação de mais de 160 bancos e instituições financeiras. Mais de 113 milhões de consumidores foram impactados por meio das redes sociais, influenciadores e programas de rádio e tevê.

O foco em educação financeira foi mais uma vez um diferencial da iniciativa. Uma página exclusiva do Mutirão auxiliou o cidadão na preparação para a negociação, com informações sobre: como descobrir quais são suas dívidas, utilizando o sistema Registrato, do Banco Central; quando vale a pena participar do mutirão; e quanto do orçamento pode ser destinado ao pagamento de dívidas no momento da negociação. A página também disponibilizou acesso à nova plataforma de educação financeira Meu Bolso em Dia, que conta com trilhas de aprendizado específicas para a população que deseja renegociar suas dívidas.

O Mutirão de Negociação e Orientação Financeira faz parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Banco Central e a Febraban para a promoção de ações de educação financeira. Outras ações fazem parte do ACT, como o Índice de Saúde Financeira do Brasileiro.

(com assessoria)