De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Ipec com seis bancos, 69% dos brasileiros precisam entender o open banking melhor antes de compartilhar suas informações com qualquer instituição financeira. “A segurança é um dos aspectos menos entendidos na nova plataforma porque o risco dos clientes em relação aos dados  costumava ser grande, mas vai desaparecer com a agregação de dados feitas em ambientes de APIs”, disse Seshika Fernando, vice-presidente da WSO2, provedor de tecnologia de código aberto, durante o Ciab 2021 da Febraban.

Segundo ela, o open banking talvez não seja o melhor esquema para os bancos ficarem ricos mais rápido, mas certamente é uma caixa de ferramenta de sobrevivência que permitirá que o exponencial de seus negócios cresça junto com seus clientes.

Durante o painel sobre open banking, Carolina Fera, diretora do Bradesco Experience, chamou a atenção para a importância dos bancos terem uma agenda de comunicação forte e precisa com o cliente para que ele tenha clareza do que será feito com seus dados.

Revolução dos dados

“Diante de um grande volume de dados é difícil entender o que está acontecendo, portanto, será parte da jornada dos bancos e de todos os participantes desse ecossistema ajudar o cliente a lidar com tudo isso”, observou Marcos Alexandre Pina Cavagnoli, diretor de cash management e orquestrador das iniciativas de open banking do Itaú Unibanco.

Na sua opinião, 2021 é o ano em que o dado e o valor gerado por ele representam o marco na revolução tecnológica do setor financeiro brasileiro, tornando-se instrumentos para entender melhor o cliente a partir de uma visão 360º.

Outra contribuição importante do open finance, segundo ele, é a visão de ecossistema e cadeia do cliente, que pode estar envolvido em um contexto de pagamento ou de seguro, mas que será importante para ajudar o cliente.

“Nossa abordagem é ter a segurança como pedra basal no design de experiência, onde tudo será construído passo a passo de forma que o cliente se sinta seguro e confortável. Quando tiver dúvida tem que se sentir apoiado”, afirmou. Essa reflexão envolve o contexto holístico da relação do cliente com a instituição onde vai concentrar mais seus dados.

De acordo com, João André Pereira, chefe de departamento do Banco Central, o open banking é uma forma organizada e segura de implementar a LGPD no sistema financeiro. “A segurança é um ponto focal e a transformação para a nova plataforma aberta está ocorrendo de forma mais segura, com várias camadas de proteção. Na jornada do cliente há protocolos de segurança que garantem esse processo”, concluiu.