Pablo Pazos, Sales Account Director na VTEX - Foto: Divulgação

Pablo Pazos, Sales Account Director na VTEX – Foto: Divulgação

A VTEX, plataforma de comércio digital para grandes empresas, aposta na convergência de canais para o varejo, seja por meio do “figital”, omnichannel, prateleiras infinitas, personalização e customização. A previsão é de Pablo Pazos, sales account director da VTEX, que participou do painel Retail Market Digital, realizado hoje, dia 27, no Digital Money Meeting, moderado por Diego Perez, presidente da ABFintech.

“A penetração do e-commerce no Brasil ainda é muito baixa, em torno de 6%, e portanto há muitas oportunidades de crescimento tanto no varejo digital como no físico. Temos muito o que fazer, estamos no movimento de subida”, disse.

Segundo ele, a loja física não vai acabar e tende a caminhar para o modelo de showroom e de experimentação. Atualmente, cerca de 60% dos clientes de e-commerce, especialmente do segmento de moda, querem pegar suas compras nas lojas físicas, segundo pesquisa da Vtex. “Esse movimento, além de otimizar a importância da loja física, aumenta as vendas nos dois canais”, afirmou.

Para Pazos, além da aceleração do processo de digitalização das empresas durante a pandemia, a entrada em operação do Pix, em novembro do ano passado, contribuiu exponencialmente para o aumento das vendas online nos últimos meses. “Cada meio de pagamento novo que surge traz milhões de brasileiros entrantes o que melhora a conversão no varejo”, disse.

As investidas dos bancos querendo virar varejo, como ocorreu com o Shop Fácil do Bradesco, e dos marketplaces e empresas de e-commerce montando arranjos de pagamentos diversificados, como o Magalu Pay, tem contribuído para alavancar o varejo, monetizando uma quantidade maior de clientes.“Enxergo esse movimento como uma oportunidade de atingir novos mercados e contribuir para bancarizar novos clientes”, disse.

Sobre a antecipação dos recebíveis das duplicatas eletrônicas, que será regulamentada pelo Banco Central no início do próximo ano, trata-se de uma ferramenta que impulsionará o varejo, segundo ele. “A dinâmica dos recebíveis, antes  limitada aos grandes conglomerados varejistas, vai trazer mais gente para o jogo. Isso vai aliviar o pequeno lojista, ao permitir que ele enfrente melhor a sazonalidade do varejo. Além de melhorar a saúde, aumentará o grau de competitividade do varejista”, concluiu.