Sílvia Scorsato, presidente da ABBC - Crédito: Divulgação

Sílvia Scorsato, presidente da ABBC – Crédito: Divulgação

A Associação Brasileira de Bancos, ABBC, lançou o manifesto ESG, em que assume o compromisso de tornar as questões ambientais, sociais e de governança prioridade na condução de suas atividades, a partir de agora. O propósito da entidade com a iniciativa é entender e atender as necessidades das empresas associadas e do mercado financeiro em geral, conforme Silvia Scorsato, atual presidente da ABBC.

“A agenda ESG vai além das boas práticas do mercado, torna-se necessária como estratégia para apoiar as instituições financeiras na identificação de riscos e oportunidades”, afirmou Scorsato, durante evento virtual de lançamento do manifesto.

De acordo com o documento, “as questões socioambientais inseridas na agenda financeira pelo caminho da gestão de riscos, visando o aumento da robustez e da resiliência do Sistema Financeiro Nacional, apresentam oportunidades importantes ante às novas demandas de investidores, provedores de capital, pessoas físicas e jurídicas, e consumidores de produtos e serviços financeiros.”

Por meio do Manifesto, a ABBC reforça a importância do tema para promover a competitividade de suas associadas. Além disso, se propõe a ser um hub de conhecimento, processos e soluções para democratizar as questões ESG, atuando como um catalizador para o avanço das finanças sustentáveis no país.

Durante o evento, a entidade anunciou o desenvolvimento da pesquisa ESG ABBC, que será realizada em parceria com a consultoria Resultante, especializada em integração ESG. O estudo será feito com as associadas da entidade, que participarão de forma voluntária, e terá como objetivo mapear as oportunidades e demandas de mercado relacionadas a governança, política, gestão de risco entre outros assuntos. O relatório se transformará em um guia que servirá de referência para o setor financeiro, segundo Maria Eugênia Buosi CEO da Resultante.

Além das associadas, a entidade  convida os demais agentes do Sistema Financeiro Nacional para participar da jornada ESG, de forma a “promover um mercado ainda mais justo, responsável e competitivo, ao mesmo tempo em que deixará um legado positivo para a sociedade, as próximas gerações e o meio ambiente.”

Para Sebastian Sommer, diretor de produtos verdes sustentáveis da GIZ, agência alemã especializada em projetos de cooperação e de desenvolvimento sustentável internacional, o Brasil é considerado o maior setor financeiro da América Latina e poderá se tornar o centro das iniciativas do segmento na região. “Já foram emitidos 80 títulos verdes e sustentáveis no Brasil e apenas cinco instituições financeiras fizeram uso”, afirmou.