Nuno Pires, head de operações globais da FeedzaiNo último trimestre de 2020, houve um aumento de 650% de novas contas digitais abertas no Brasil, enquanto os crimes de engenharia social, cresceram 70%. Os novos clientes que vieram para as plataformas digitais não chegaram com a cultura de segurança e os fraudadores, por sua vez, usam a tecnologia para explorar essa fragilidade.

“Como no mundo digital as pessoas não estão em contato direto com o fraudador, passa a falsa sensação de segurança para os usuários”, disse Nuno Pires, head de operações globais da Feedzai, especializada no combate ao crime financeiro, durante o painel de segurança realizado no Ciab 2021 da Febraban. Segundo ele, é uma questão de emergência as instituições financeiras reforçarem os programas para instruir e conscientizar o usuário final.

Para Pires, é importante desmitificar a ideia de que a prevenção do crime financeiro tem de estar ligada apenas ao departamento de segurança e fraudes nas instituições financeiras.  “Essas áreas ainda são vistas como centros de custo, mas na realidade são potenciais incentivadores de melhoria e crescimento do negócio. Há possibilidade de mudança cultural dentro das organizações”, afirmou.

Os impactos decorrentes pelas falhas de proteção ao crime, segundo ele, afetam não só os clientes, mas trazem também impactos negativos à reputação das instituições financeiras. Portanto, é imprescindível que, além do investimento em tecnologia, os bancos treinem suas equipes de forma que a prevenção ao crime financeiro torne-se um mantra dentro das organizações.