Eletrobras é privatizada com o fim do processo de capitalização - Crédito: Divulgação

Crédito: Divulgação

As ações da Eletrobras começam a ser negociadas nesta sexta-feira, 10, na Bolsa de Nova York e a partir de segunda-feira, 13, na bolsa brasileira, a B3. A Eletrobras finalizou o processo de capitalização nessa quinta-feira, 9, e passou de uma empresa estatal para privatizada.

O preço por ação foi fixado em R$ 42, após cinco dias de reserva de cotas para investidores. A empresa vendeu R$ 68 bilhões em ações, valor bem acima da oferta, de R$ 35 bilhões, e por isso haverá um rateio entre os interessados.

A venda da maior empresa de energia da América Latina foi a maior privatização já realizada por meio da bolsa brasileira. Foi a segunda maior oferta de ações do mundo neste ano e a maior operação na B3 desde a mega capitalização da Petrobras, em 2012, que movimentou US$ 70 bilhões.

O Fundo Soberano de Cingapura (GIC) atuou como investidor-âncora, assim como o fundo de pensão canadense CPPIB. Já Itaú e o 3G Radar, que têm posições relevantes de Eletrobras em seus portfólios, também fizeram grandes reservas. Na lista dos investidores que também reservaram papéis da Eletrobras estão gestoras como SPX, Squadra e Truxt.

A reserva de ações com recursos do FGTS atingiu cerca de R$ 9 bilhões, valor maior que o teto previsto para o grupo, que era de R$ 6 bilhões. Haverá um rateio entre os 370 mil trabalhadores que usaram o fundo de garantia para fazer reservas pelos papéis.

Os bancos que lideram a oferta foram BTG Pactual (líder), Bank of America, Goldman Sachs, Itaú BBA, XP, Bradesco BBI, Caixa Econômica Federal, Citi, Credit Suisse, JPMorgan, Morgan Stanley e Safra.

(com agências)