Ações da Netflix despencam em New York - Crédito: Freepik

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As ações da Netflix despencaram e perderam mais de um terço de seu valor nesta quarta-feira, 20, em New York após a empresa ter relatado a primeira queda no número de assinantes em uma década.

Conforme analistas, os números da empresa colocaram em dúvida seu crescimento diante da concorrência acirrada no mercado de streaming no período da pandemia.

As ações da empresa caíam 36,1%, para US$ 222,7, e caminham para o pior pregão em uma década se as perdas se mantiverem. Pelo menos uma dúzia de analistas revisaram negativamente a visão para o papel, que se destacou pelos ganhos obtidos nos últimos anos.

O JPMorgan fez o movimento mais agressivo reduzindo pela metade o preço-alvo da ação, para US$ 305, bem abaixo da média de preços-alvo de analistas em Wall Street, de US$ 400.

A queda das ações pode apagar os ganho do papel nos últimos dois anos, quando os negócios da empresa prosperaram, à medida que novos clientes ingressaram na plataforma durante os bloqueios sanitários causados pela pandemia.

Em um esforço para acalmar os nervos, executivos da empresa disseram a analistas na terça-feira que estavam procurando oferecer um streaming com base em anúncios nos próximos um ou dois anos e prometeram fechar o cerco contra o compartilhamento de senhas – um problema de longa data para o serviço.

Os rivais da Netflix já têm versões com base em anúncios ou estão considerando tal medida – o HBO Max oferece uma assinatura suportada por anúncios, enquanto o Disney + disse recentemente que lançará um formato similar.

Para analistas, o fato de alguns consumidores da plataforma de streaming estarem cancelando a assinatura em função da inflação e à fadiga da pandemia podem afetar muito mais a lucratividade da empresa do que o modelo de negócios do Netflix.

(Com Reuters)