Alpop recebe aporte de R$ 7 mi para ampliar aluguel a negativados - Crédito: Divulgação

Caio Belazzi, CEO Alpop – Crédito: Divulgação

A Alpop, fintech de análise de risco que permite a informais e negativados fechar contratos de aluguel, levantou R$ 7 milhões em uma rodada semente liderada pela Smart Money Venture, com participação de outros players, como Lello, Lucas Vargas, ex-Grupo ZAP e atual CEO da fintech Nomad, e Caju Capital Social.

O aporte vem em um momento desafiador para o ecossistema de startups, com fundos de venture capital suspendendo investimentos diante da alta de juros e temores de uma recessão global, que tem resultado em demissões em massa nas empresas de tecnologia.

O argumento central da plataforma é que milhões de brasileiros são deixados de fora do mercado de locação formal, enquanto milhares de imobiliárias deixam de captar clientes e capturar receita de aluguéis. Em efeito dominó, proprietários perdem monetização dos imóveis, o que impacta negativamente em toda a cadeia da construção civil, fundamental na economia.

“Alpop ataca essa questão de forma frontal. Com este aporte, conexões e suporte integrado da Smart Money Ventures, a gente se abre agora para outro nível de aceleração, com possibilidade de um impacto altamente escalável. Nosso objetivo é um dia ser a maior casa de crédito popular da América Latina, partindo dessa atuação imobiliária”, comenta o CEO Caio Belazzi.

Alpop já totaliza 1.610 contratos ativos em parceria com 129 imobiliárias, espalhadas por 70 municípios de 20 Estados, das cinco regiões. São Paulo ainda é o maior mercado, mas o interior do Brasil está na mira, principalmente agora com a impulsão que o novo aporte deve proporcionar.

Somente em maio, cerca de R$ 2 milhões passaram pela plataforma. A expectativa é atingir R$ 5 milhões mensais este ano e R$ 15 milhões/mês em um ano e meio. “O crescimento é de 15% a 20% por mês e esperamos acelerar substancialmente”, completa Anderson Munhoz, head de Growth.

A Alpop faz a gestão financeira dos contratos, cobrando do inquilino uma taxa que pode variar de 5% a 12%, garantindo o aluguel para o proprietário no caso de inadimplência.

Em um país em que quase 100 milhões não conseguem comprovar renda para fechar um contrato de aluguel, seja por serem autônomos, informais, negativados ou estudantes, a Alpop trabalha, a partir do CPF, com a análise de 22 parâmetros alternativos.

Com os recursos da rodada, a Alpop pretende lançar dois novos produtos, um para o proprietário e outro para o inquilino. O primeiro vai ter a opção de antecipar até seis meses de aluguel, enquanto o inquilino poderá pular um mês de aluguel e parcelar a dívida nos meses seguintes.

(com assessoria)