Social Icons flying from 5G Network Mobile Phone

O vice-presidente da Anatel, Emmanoel Campelo, disse, nesta sexta-feira, 25, que um dos principais desafios para implantação do 5G no Brasil é o social. “Que teremos 5G no Brasil é um fato, mas pode haver o risco de não estar disponível a todos, por isso a agência deve ter cuidado para que essa tecnologia não se transforme em uma ferramenta de divisão, de concentração de poder e recursos”, disse, em palestra no Ciab 2021 Febraban, congresso do setor financeiro

Segundo Campelo, o edital traz uma série de compromissos exigidos às proponentes vencedoras, para que levem o serviço a comunidade desassistidas e esse é só o primeiro passo. “A agência e o governo federal deve continuar trabalhando nas principais políticas públicas para garantir conectividade de qualidade a todos”, afirmou. 

Para o vice-presidente de B2B da Vivo, Alex Salgado, os desafios são enormes, mas os benefícios da tecnologia são tão grandes, inclusive aquele de reduzir a desigualdade digital, que todas as dificuldades serão superadas. Ele defende, entretanto, que os dispositivos sejam acessíveis.

“Não adianta falar de rede 5G disponível, é preciso ter dispositivos que sejam acessíveis para todos, até porque a população de baixa renda não vai conseguir comprar um aparelho que custa de R$ 4 mil a R$ 5 mil, como acontece hoje”, disse. 

Já o CEO da Embratel, José Formoso, disse que o Brasil está avançando muito na implantação da nova tecnologia. “As redes passadas foram lançadas de cidade em cidade, mas o 5G terá outra força dentro das fábricas, dentro das fazendas, dentro dos hospitais, conectando privadamente as unidades porque permite uma convivência com as redes antigas, 4G e 3G”, disse.