Após três altas, confiança da indústria cai 1,7 ponto em julho - Crédito: Freepik

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O Índice de Confiança da Indústria (ICI), da Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 1,7 ponto na passagem de junho para julho deste ano, depois de três altas consecutivas. Com o resultado, o indicador chegou a 99,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

Na média móvel trimestral, o indicador ainda apresenta alta: 0,7 ponto. Em julho, 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados pela FGV tiveram queda na confiança.

“As expectativas menos favoráveis parecem decorrer da perspectiva de manutenção de níveis elevados de inflação e de juros até o final do ano, além do aumento da incerteza política durante o período eleitoral. Há ainda relativa satisfação com a situação corrente dos negócios apesar da ligeira piora do ISA na margem, algo que pode ser identificado nas avaliações favoráveis sobre a demanda externa e pelo movimento de regularização dos estoques”, comenta Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.

O principal recuo foi observado no Índice de Expectativas, que mede a confiança do empresariado da indústria brasileira em relação ao futuro e que perdeu 2,6 pontos, atingindo 97,6 pontos.

Em julho, houve queda da confiança em 11 dos 19 segmentos industriais monitorados pela Sondagem. O Índice Situação Atual (ISA) recuou 0,9 ponto, para 101,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE) caiu 2,6 pontos para 97,6 pontos.

Entre os quesitos que integram o ISA, o pior desempenho ocorreu no indicador de percepção dos empresários em relação à situação atual dos negócios, com queda de 4,5 pontos, para 101,1 pontos. Em contrapartida, o indicador que mede o nível dos estoques recuou 2,3 pontos em julho, para 99,6 pontos, na região neutra, em que os estoques estariam equilibrados.

Quando este indicador está acima de 100 pontos, sinaliza que a indústria está operando com estoques excessivos (ou acima do desejável). Por fim, o indicador que mede o grau de satisfação das empresas com o nível de demanda por produtos industriais manteve-se estável em 102,8 pontos.

Entre as expectativas, o indicador que mede o otimismo com a evolução da produção física nos três meses seguintes foi o que mais influenciou na queda do ICI em julho, ao cair 7,8 pontos, para 95,1 pontos. Enquanto isso, o indicador de tendência dos negócios para os seis meses seguintes recuou 1,3 ponto, para 93,9 pontos, continuando em patamar baixo em níveis históricos. Já o indicador de expectativas de emprego nos três meses seguintes caminhou no sentido contrário e subiu 1,3 ponto, para 103,9 pontos, na sua quarta alta consecutiva. Esse é o melhor resultado para o indicador de emprego desde outubro de 2021.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria aumentou 0,9 ponto percentual em julho, para 82,3%, o maior nível desde março de 2014.

(com assessoria)