Mulher conta notas de cinquenta reais - Crédito: Freepik

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A partir desta terça-feira, 25, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar o novo valor da aposentadoria a 36 milhões de brasileiros. O primeiro pagamento do ano terá reajuste de 10,18% para quem ganha um salário-mínimo – 23,4 milhões de beneficiários – agora fixado em R$ 1.212,00.

Para aqueles que recebem acima do mínimo, o governo apenas corrigiu os valores pelo INPC de 2021, que teve alta de 10,16%, segundo o IBGE. Com isso, o teto das aposentadorias passou de R$ 6.443,57 para R$ 7.087,22.

Com o reajuste do salário-mínimo para 2022, todos os demais benefícios do INSS, como auxílio-doença, PIS/PASEP, auxílio-reclusão, pensão por morte, Benefício de Prestação Continuada (BPC), salário-maternidade e seguro-desemprego também tiveram alteração.

Calendário do INSS

Os aposentados já podem conferir as datas em que receberão o benefício no ano. O INSS já divulgou o calendário de pagamentos para 2022.

Para quem ganha um salário-mínimo o primeiro pagamento de 2022 cai entre 25 de janeiro e 07 de fevereiro. Já aposentados e pensionistas que recebem acima do mínimo nacional terão o dinheiro depositado a partir de 1º de fevereiro.

O reajuste de 10,16% vale somente para quem estava recebendo os pagamentos em janeiro de 2021. Aqueles que passaram a receber a aposentadoria ou pensão acima do salário-mínimo a partir de fevereiro de 2021 terão um valor de reajuste diferente. Nesses casos, o reajuste varia conforme o primeiro mês de concessão do benefício.

Quem passou a receber a partir de fevereiro de 2021, por exemplo, terá alta de 9,86% ao invés de 10,16%. O percentual de aumento vai caindo a cada mês, terminando em dezembro de 2021 em 0,73%.

Cortes no orçamento

Orçamento de 2022, publicado nesta segunda-feira, 24, no Diário Oficial da União, teve R$ 3,18 bilhões em recursos vetados. O Ministério do Trabalho e Previdência, recriado no ano passado, foi o principal atingido em termos nominais pelos vetos. A pasta teve um corte de R$ 1,005 bilhão do total de R$ 3,184 bilhões do texto aprovado pelo Congresso.

Dentro do Ministério, o INSS foi a unidade mais afetada, com a perda de R$ 988 milhões que seriam usados na administração, gestão e processamento de dados.