Adam Selipsky, CEO da AWS, durante o MWC 22

Adam Selipsky, CEO da AWS, durante o MWC 22

A AWS, Amazon Web Services, pretende gerar 100 mil empregos técnicos no Brasil, nos próximos cinco anos, em parceria com as organizações do setor público e privado, afirmou Adam Selipsky, CEO da bigtech, durante o Tech Summit, evento no formato virtual e presencial, realizado pelo Itaú BBA, nos dias 7 e 8 de abril.

“Queremos oferecer treinamento e capacitação técnica em nuvem para ajudar, especialmente, o cidadão brasileiro a entender a alta demanda local por habilidades em nuvem”, disse.

Há mais de 10 anos atuando no Brasil, a AWS anunciou, em fevereiro investimento de R$ 1 bilhão nos próximos dois anos para expansão de sua infraestrutura de computação em nuvem. O dinheiro será voltado para a ampliação de data centers para apoiar a crescente adoção da AWS por clientes dos setores público e privado, em especial startups.

“Estamos interessados em investir recursos para descobrir o que o cliente precisa para ter êxito. Há uma série de esforços que estamos engajados e uns dos principais são treinamento e capacitação. Estamos comprometidos formalmente em treinar 29 milhões de pessoas em computação em nuvem até 2025. Muitas delas são subrepresentadas ou não representadas”, disse.

Programa de capacitação

O AWS re/Start é um programa de capacitação e desenvolvimento que prepara pessoas para novas carreiras na nuvem. Pessoas demitidas do Mac Donald’s nos Estados Unidos, segundo Selipsky, ingressaram no programa e saíram como engenheiros de nuvem ou como integradores de sistemas.

O re/Start já está disponível no Brasil e a meta da AWS é continuar apostando na diversidade, trabalhando com todo os tipos de grupos, especialmente, da população subrepresentada e não representada.

A empresa tem apoiado a BlackRocks, aceleradora brasileira de integradores negros, que tem como missão aumentar a diversidade racial no ecossistema empreendedor do país, gerando oportunidades de desenvolvimento e conexão. “Estamos oferecendo treinamento AWS gratuitos e certificação nos EUA para aprimorar fundadores negros não técnicos e incluí-los em nosso programa de crédito e de ativação”, afirmou o CEO.

Crescimento startups na América Latina

A infraestrutura da AWS em São Paulo é a única na América Latina hoje. O investimento é feito, portanto, para suportar o avanço não só do ecossistema de startups brasileiro, mas latino como um todo. Colômbia, Chile e México são outros países da região que têm seus unicórnios e ecossistemas de inovação.

“Se olhar os unicórnios, empresas de avaliação em bilhões de dólares, existem cerca de 23 delas vindo do Brasil e mais de 90% dos unicórnios brasileiros estão na AWS”, observa o CEO.

A CleanCloud, por exemplo, é uma startup SaaS, que integra os dados dos Estados Unidos para ajudar os clientes a reduzirem seus gastos na nuvem à AWS. Geralmente, os clientes conseguem reduzir os gastos em cerca de 30%,  assim como o tempo que levam para gerenciar os dados na nuvem, gerando uma economia de 50%. A Clean Cloud, veio da incubadora das startups do Itaú Unibanco.

A AWS conta com um portfólio com mais de 200 serviços em diferentes áreas, que segundo Selipsky, são os impulsionadores para seu crescimento. As soluções têm como mote a segurança e a eficiência operacional. “É imperativo que os dados sejam privados e seguros e de alta confiabilidade”, concluiu.