B3 registra primeiro Certificado de Recebíveis para empresas menores - Crédito: Divulgação

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A B3 registrou o primeiro Certificado de Recebíveis (CR) para startups e fintechs, operação autorizada pelo governo, em março, que viabilizou o uso desse instrumento de crédito a empresas menores. A operação de R$ 25 milhões vai financiar um projeto de educação e tem como lastro a emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCB). A remuneração do papel, que vence em um ano, é atraente: CDI e prêmio de 8%.

A VERT Capital, techfin que presta serviços de securitização no mercado financeiro, foi a responsável por estruturar o Certificado de Recebíveis.

Para Victoria de Sá, uma das sócias-fundadoras da techfin, essa emissão é um marco, em que qualquer segmento poderá se beneficiar desse tipo de financiamento. “Com essa nova MP, poderemos fomentar diversos mercados e não apenas os setores de agronegócio e imobiliário que já possuíam o CRA e o CRI. Isso democratiza o acesso ao mercado de capitais sem abrir mão de governança”, afirmou.

Publicada em março de 2022 pelo Ministério da Economia, a MP 1.103/2022 forma um arcabouço legal para as securitizadoras e, por isso, foi muito celebrada pelos agentes financeiros.

O CR permite que empresas menores, que só contam com bancos para financiar capital de giro utilizando seus recebíveis, acessem o mercado de capitais. Isso porque sua estruturação é muito mais barata, envolvendo apenas a securitizadora.

“A criação desse instrumento representa mais um avanço importante para o nosso mercado de capitais. De um lado ele contribui para a modernização do ambiente de negócios e, do outro, fortalece as operações de crédito e possibilita a redução de custo de captação aos emissores”, afirma Fabio Zenaro, diretor de Produto, Balcão e Novos Negócios da B3. Para ele, “viabilizar essa primeira emissão, com tanta celeridade, reforça nosso compromisso em otimizar e agilizar entregas ao mercado”.

“A emissão de CRs no novo arcabouço regulatório é transformacional para oferta de crédito, nasce uma nova classe de ativos que é mais segura e líquida para investidores e uma nova forma de captação com grande potencial para fintechs e outros participantes do mercado”, explica Sandro Reiss, presidente da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD).

(com assessoria)