Sede do Banco Central em Brasília

Sede do Banco Central em Brasília Crédito: Flickr BC

A segunda fase do Open Banking começou nesta sexta-feira, 13, com mais de 100 instituições participantes,  reguladas e supervisionadas pelo Banco Central. Dessas, 11 são obrigatórias – os grandes bancos – o restante optou por integrar o sistema. O diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso, abriu o evento virtual de lançamento da segunda fase do compartilhamento de dados garantindo total segurança nas operações.

“O cliente de produtos de serviços financeiros é que vai autorizar o compartilhamento de suas informações, por quanto tempo elas poderão ser compartilhadas e quando essas informações deixarão de ser compartilhadas. O Open Banking foi feito seguindo os melhores padrões de segurança da informação”, ressaltou.

Os consumidores entrarão de forma escalonada no sistema, que inicialmente funcionará apenas em dias úteis, das 8h às 18h. No primeiro momento, 0,1% da base de clientes das instituições poderá compartilhar seus dados. O percentual aumentará progressivamente até outubro, quando 100% dos consumidores do sistema financeiro poderão usufruir do sistema.

O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central, João André Pereira, reafirmou a segurança nas operações com foco no cliente. “Tudo gira em torno da confiança e da credibilidade no sistema financeiro. Estamos trazendo o conceito que o consumidor está no centro e, quando ele começar um novo relacionamento com alguma instituição participante, não começará do zero, é a viabilização da mobilidade digital”, afirmou.

Maior Open Banking do mundo

O movimento do Open Banking não é uma ação isolada do Brasil. Existem ações neste sentido em diversas outras partes do mundo como Reino Unido, Rússia, Austrália, Nova Zelândia, Índia, México, países da União Europeia, Leste Asiático, Oriente Médio e África. No caso do Brasil, as definições relacionadas ao Open Banking seguiram, em grande parte, as diretrizes utilizadas pelo Reino Unido, embora as características dos dois países sejam distintas.

“Estamos criando o maior Open Banking do mundo. Batemos recordes em tempo de implementação, quantidade de chamadas [integrações entre instituições] e quantidade de participantes”, garantiu João André, ao comentar a complexidade da construção da estrutura de governança do Open Banking brasileiro.

Segundo o BC, os clientes não podem ser cobrados para compartilhar seus dados, mas está em discussão a criação de uma tarifa entre as instituições.

Para Pereira, o Brasil terá mais adesão que em outros países que já adotaram o sistema financeiro aberto, como a Inglaterra. “O ambiente no Brasil é muito diferente, as possibilidades aqui são muito maiores, onde temos um espaço grande de inclusão financeira. Tivemos 40 milhões de brasileiros incluídos com o auxílio emergencial, essas pessoas agora têm contato com o sistema financeiro e precisam de produtos mais adequados para o seu perfil”, acrescentou.