Karen Machado, Líder de Open Banking no Banco do Brasil - Foto: Divulgação

Karen Machado, Líder de Open Banking no Banco do Brasil       – Foto: DivulgaçãoDiferente do que as pesquisas têm mostrado, o Open Banking vai ganhar aderência muito rápida no país, pois o brasileiro já está acostumado a oferecer uma quantidade grande de dados em suas interações do dia a dia, disse Karen Machado, líder de Open Banking no Banco do Brasil, durante evento virtual Digital Money Meeting realizado hoje, 25. 

“O consumidor é o senhor de seus dados e é ele quem decide. Se uma instituição não devolver o valor esperado, ele pode optar por outra: seus dados suas regras”, disse.

Na sua opinião, o Open Banking vai melhorar muito a vida do consumidor, facilitar seu acesso ao banco e fazer a gestão de sua vida financeira, especialmente os que não tiveram a oportunidade de aprender educação financeira na escola.

A padronização da informação impulsionada pelo Open Banking vai facilitar também o ambiente de negócio entre as instituições financeiras, promovendo maior integração e o desenvolvimento de parcerias.

Parcerias

Desde 2017, três anos antes do open banking ser regulado pelo Banco Central, o Banco do Brasil vem trabalhando em parcerias com fintechs. Nessa ocasião, fez parcerias com a fintech Conta Azul, especializada na integração automática dos extratos bancários; e no ano seguinte com a fintech de crédito bxblue Empréstimo Consignado.

“Cada vez mais vamos sair do cenário de competição com a oportunidade de bancos e fintechs trabalharem em parceria. Atualmente, estamos olhando muito as agrotechs, empresas com foco no agronegócio, e startups com foco na experiência do cliente”, disse.

Iniciador de Pagamento

A fase de Iniciação de Pagamento deverá ser impulsionada pelos marketplaces de crédito, segundo Machado. “Os bancos e fintechs poderão trabalhar juntos em modelos como Banking as a Service. Os  Bancos que têm acesso ao capital a custos mais competitivos poderão oferecer produtos de crédito em outra plataformas, assim como tornar disponível a nossa plataforma para distribuir produtos de terceiros”, afirmou.

A líder do open banking do Banco do Brasil, acha dispensável explicar para o consumidor o que vem a ser o open banking, na medida em que trata-se de um conceito difícil de se materializar, diferente do pix, que é uma transação com recibo, portanto mais tangível. As instituições financeiras devem se focar, no entanto, em mostrar os reais benefícios que seus clientes terão em compartilhar os dados, como onboarding mais simples e limite ao crédito mais adequado à sua capacidade da pagamento.

“Gosto de comparar o open banking à internet. Hoje quando o usuário entra no youtube não fica pensando para onde vai o dado, o benefício que terá é assistir o vídeo. As pessoas vão esquecer o que é o open banking. Elas vão usar como usam hoje a internet”, afirmou.

Mercado de PJ

Para Machado, a iniciação de pagamentos vai impulsionar muito o uso do Pix pelas PMEs, principalmente, as que estão começando no comercio eletrônico. “Trata-se de uma alternativa interessante, que torna a jornada do cliente mais fluída e online”, disse. Segundo ela, o mercado de agrobusiness também se beneficiará muito com as oportunidades oferecidas pelo Open Banking, no que diz respeito a agregação financeira.