Fausto de Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil                                                                           Crédito foto: Divulgação

O Banco do Brasil espera atingir o total de R$ 125 bilhões em negócios de agricultura sustentável até 2025, disse Fausto de Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil, durante o Ciab 2021, evento da Febraban. Atualmente, o banco conta com cerca de R$ 100 bilhões em linhas de crédito para o campo, somando o Pronafe, direcionado aos produtores de agricultura familiar, o ABC, Programa de Agricultura de Baixo Carbono e o custeio do plantio direto.

O Banco do Brasil assumiu também o compromisso de chegar a R$ 15 bilhões de crédito em energia renovável até 2025, de forma geral, para todo segmento de cliente. Hoje são R$ 5,9 bilhões.

De acordo com o Ribeiro, no portfólio de crédito da carteira do banco cerca de R$ 261,3 bilhões, que representa 30% do crédito sustentável do banco, foram certificados pela SITAWI Finanças do Bem – organização social de interesse público pioneira no desenvolvimento de soluções financeiras para impacto social.

Para ele, a agenda ESG do Banco do Brasil já está em andamento, no entanto há muito por fazer. “A sociedade em geral vem nos cobrando, especialmente os jovens, que escolhem aquilo que vão comprar e onde vão trabalhar, levando em consideração o comportamento das empresas em relação a agenda ESG”, observou.

Formação dos líderes

Na sua opinião, é importante que os administradores de instituições financeiras no país se preocupem com a formação de seus líderes. “Trata-se de uma questão do futuro de nossas empresas e não só de lucro momentâneo. Temos que encontrar caminhos para essa abordagem”, disse.

O banco formatou, desde o início deste ano, uma agenda de 10 compromissos no longo prazo. Essa agenda tem como foco três grandes frentes: negócios sustentáveis, investimentos responsáveis e gestão ESG de uma forma geral.

“Em função da pandemia, que acelerou a agenda ESG, já consumimos 22% de energia limpa e a nossa meta é chegar a 100% até 2025, gerando energia da fonte de fotovoltaica”, observou.

A agenda de sustentabilidade do Banco do Brasil vem seguindo seu curso. Para Ribeiro, os bancos têm de servir de veículo de disseminação da agenda ESG junto aos clientes.