Banco do Brasil tem lucro recorde de R$ 6,6 bi-crédito-divulgacao

Fausto de Andrade Ribeiro, presidente do Banco do Brasil Crédito foto: Divulgação

O Banco do Brasil registrou lucro líquido ajustado trimestral recorde de R$ 6,6 bilhões, um crescimento anual de 34,6% e 11,5% maior que o quarto trimestre de 2021. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (RSPL) do trimestre anualizado alcançou 17,6%.

O resultado do período é decorrente do crescimento do crédito, com performance positiva em todos os segmentos, crescimento da margem financeira bruta e bom desempenho das receitas de prestação de serviços, que totalizaram R$ 7,5 bilhões no trimestre, crescimento de 9,4% em relação ao 1T21, segundo Fausto Pires, presidente do Banco do Brasil.

“Nosso portfólio de crédito continuará entregando crescimento sustentável ao longo do ano, com um balanceamento de mix mais rentável, o que influenciará o desempenho da margem financeira bruta, juntamente com um forte resultado de tesouraria, e menor ritmo de crescimento nas despesas de captação”, afirmou Fausto Ribeiro, presidente do Banco do Brasil.

As despesas com provisões de crédito apresentaram redução de 27,2% em relação ao trimestre anterior.

Com uma plataforma de canais integrada, o BB está presente em 97% dos municípios brasileiros com 56,7 mil pontos de atendimento. Além disso, são mais de 24 milhões de clientes ativos nos canais digitais, 3,3 milhões a mais em um ano. No último trimestre, 9,7 milhões de usuários foram atendidos por WhatsApp (+188,1%).

Crédito consignado

De acordo com Ribeiro, o crédito consignado continuará sendo prioridade do banco que está ampliando os negócios com beneficiários do INSS trabalhadores da iniciativa privada. “Ao mesmo tempo, buscaremos crescer em linhas com melhores retornos ajustados ao risco, otimizando o mix da carteira PF e ampliando a rentabilidade dos ativos alocados.”

A margem financeira bruta do Banco do Brasil cresceu 5,6% no ano, mesmo com o impacto da elevação da Selic sobre os custos de captação no trimestre, refletindo o bom desempenho da carteira de crédito e o forte resultado de tesouraria.

Destaque para as despesas administrativas que cresceram 6% em um ano, abaixo da inflação do período, reflexo da disciplina na gestão de custos. O índice de eficiência acumulado em 12 meses melhorou e encerrou o período em 34,7%.

O Índice de Basileia atingiu 17,69%, sendo 12,71% de capital principal.

Carteira de Crédito

A Carteira de Crédito Ampliada atingiu R$ 883,5 bilhões em março/22, com evolução de 16,4% na comparação com março/21 e 1,0% na comparação com dezembro/21, resultado da proximidade com os clientes e do atendimento especializado e de qualidade em todos os segmentos.

A carteira Pessoa Física cresceu 14,9% frente a março/21, destaque para a performance positiva do crédito consignado (+12,1%), do cartão de crédito (+54,1%) e do empréstimo pessoal (+33,0%). No trimestre, a carteira cresceu 1,2%.

A carteira de crédito para Empresas encerrou o mês de março com saldo de R$ 267,9 bilhões, crescimento anual de 17%, com destaque para o crescimento das operações de TVM privados e garantias (+7,2%), recebíveis (+7,7%) e MPME (+14%). No trimestre, a evolução foi de 1,0%, com destaque para o crescimento na carteira de crédito para grandes empresas (+4,5%).

Qualidade da carteira

O índice de inadimplência INAD+90d mostrou crescimento frente a dezembro/21, atingindo 1,89% em março/22, dentro do esperado, e permanecendo inferior ao registrado pelo SFN. O índice de cobertura saiu de 325,0% em dezembro/21 para 297,0% em março/22%.

Micro, pequena e média empresa

Em 12 meses, a carteira para as micro, pequenas e médias empresas alcançou R$ 92,4 bilhões, com crescimento de 14% e inadimplência sob controle. Importante ressaltar nosso atendimento especializado às micro e pequenas empresas, com 215 agências exclusivas que se somam a mais de 1.700 unidades habilitadas para atender esses cliente e 450 Polos Empreendedores em todo o Brasil, demonstrando a diversificação tanto geográfica quanto setorial desse nosso portfólio.

(Com assessoria)