Adriano Volpini, diretor de segurança do Itaú Unibanco e da comissão executiva de prevenção a fraudes da Febraban

A biometria comportamental, que permite identificar o cliente pela forma como utiliza o celular ou o computador, já começa a ser difundida no sistema financeiro do país. A intensidade com que pressiona a tecla ou mesmo a velocidade com que digitaliza uma mensagem são rapidamente reconhecidas pelos bancos.

“Trata-se de mais uma variável que compõe os processos de modelagens matemáticas usadas pelos entidades bancárias para identificar seus clientes entre os trilhões de transações financeiras”, afirmou Adriano Volpini, diretor de segurança do Itaú Unibanco e da comissão executiva de prevenção de fraudes da Febraban, durante o CIA, durante o CIAB 2021.

Segundo ele, os bancos investem aproximadamente R$ 2,5 bilhões por ano em segurança. Além da proteção da tecnologia no que diz respeito às aplicações, infraestrutura e autenticação do cliente, as instituições financeiras consideram quatro pilares de atuação.

Parcerias público privado

Um deles é o programa de conscientização dos clientes com relação ao seu comportamento na internet, implementado por meio de comunicação dos próprios bancos em parceria com a Febraban. Outro pilar diz respeito ao investimento em monitoramentos transacionais, ou seja, como são detectadas as transações não usuais realizadas pelos clientes e seus possíveis riscos de fraude. “As estratégias dos bancos são obrigadas a evoluir na mesma proporção dos sistemas de pagamento”, disse Volpini.

A repressão ao crime também é um outro ponto considerado pelos bancos para evitar o crime digital. Com a Polícia Federal foi estabelecida uma parceria que originou no Projeto Tentáculos para gerar a sensação de punição no país.

“Além disso, as entidades financeiras têm também apoiado o desenvolvimento de delegacias de crimes cibernético nas polícias civis, oferecendo não só investimento, mas também apoio e informação para que a polícia civil se desenvolva na mesma velocidade em que o crime e a tecnologia se desenvolvem”, disse Volpini.

De acordo com Erik Siqueira, agente da Polícia Federal, que participou do painel de segurança, a cooperação do setor público e privado tem sido uma questão chave no combate ao crime. A Polícia Federal, segundo ele, conta atualmente com um dos modelos de combate à fraude eletrônica mais modernos do mundo.