Gráfico colorido com seta subindo

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Confirmando as expectativas do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu nesta quarta-feira, 16, subir em 0,75 ponto percentual a taxa básica de juros, que passa de 3,5% para 4,25% ao ano, voltando para o patamar pré-pandemia. Em fevereiro e meados de março do ano passado a Selic estava fixada em 4,25% ao ano.

As projeções de inflação situam-se em torno de 5,8% para 2021,  3,5% para 2022 e 3,25% para 2023, de acordo com o último boletim Focus. “Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 6,25% a.a. neste ano e para 6,50% a.a. em 2022”, segundo nota da autoridade monetária.

O Banco Central salientou que “a persistência da pressão inflacionária se revela maior que o esperado, sobretudo entre os bens industriais. Adicionalmente, a lentidão da normalização nas condições de oferta, a resiliência da demanda e implicações da deterioração do cenário hídrico sobre as tarifas de energia elétrica contribuem para manter a inflação elevada no curto prazo, a despeito da recente apreciação do Real”.

O Comitê ressalta ainda que, em seu cenário básico para a inflação, permanecem fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, uma possível reversão, ainda que parcial, do aumento recente nos preços das commodities internacionais em moeda local produziria trajetória de inflação abaixo do cenário básico.

Por outro lado, novos prolongamentos das políticas fiscais de resposta à pandemia que pressionem a demanda agregada e piorem a trajetória fiscal podem elevar os prêmios de risco do país. “Apesar da melhora recente nos indicadores de sustentabilidade da dívida pública, o risco fiscal elevado segue criando uma assimetria altista no balanço de riscos, ou seja, com trajetórias para a inflação acima do projetado no horizonte relevante para a política monetária”, afirma a nota do BC.

Para a próxima reunião, o Comitê prevê a continuação do processo de normalização monetária com outro ajuste da mesma magnitude. O Comitê ressalta que essa avaliação também dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de como esses fatores afetam as projeções de inflação. (Com assessoria de imprensa)