Emergentes podem perder investimentos - Crédito: Freepik

Se Estados Unidos ampliarem arrocho monetário, efeitos serão nos emergentes. Crédito: Freepik

Os países emergentes poderão perder investimentos estrangeiros, admitiu o BC hoje, 11. Segundo o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto,  se houver uma aceleração no aperto monetários nos Estados Unidos, o que foi sinalizado há duas semanas pelo banco central estadunidense, os países emergentes poderão ter perdas de investimento estrangeiro, principalmente se a inflação continuar surpreendendo para cima.

” Como as inflações continuam surpreendendo, a gente pode ter um movimento de mais altas (taxas de juros nos EUA) no curto prazo e se esse movimento não vier com percepção de que vem junto crescimento forte, talvez a gente tenha uma reversão parcial desse fluxo para países emergentes”, afirmou ele em live  promovida pela  Traders Club e Arko.

Agenda BC

Ainda segundo o executivo, Agenda [BC#] será completada com o anúncio de sua segunda etapa. Entre as iniciativas que ainda faltam ser regulamentadas, ele destacou a nova lei cambial que está em preparação e citou o Open Finance como uma importante iniciativa para democratizar o sistema financeiro. Para ele, o Pix vai se mesclar com o Open Finance no futuro.

Greve

Campos Neto disse ainda que a implementação do projeto piloto do real digital, que estava prevista para o último trimestre deste ano, deverá sofrer adiamento, devido a greve dos funcionários do Banco Central.

A inflação

Puxada pela grande alta dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acelerou para 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro, conforme divulgou na sexta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da maior taxa para meses de março desde 1994. Ou seja, em 28 anos, antes da implantação do Plano Real. É também a maior inflação mensal desde janeiro 2003 (2,25%).

Oito dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em março. Os principais impactos vieram dos transportes (3,02%) e de alimentação e bebidas (2,42%) – grupos de maior peso no IPCA. Juntos, os dois representam quase metade (43%) da inflação do mês.