Luis Henrique Forster, CEO da BInsurace – Crédito: Divulgação

A BInsurance, plataforma especializada na inteligência de mercado para indústria de seguros, começa a oferecer, em outubro, produtos e serviços baseados na primeira fase do Open Finance, prevista para entrar em operação em dezembro. Criada em abril por Luís Henrique Forster, a empresa já oferece soluções de Business Inteligence (Inteligência do Negócio) para identificação, extração, leitura e visão macro de dados e fontes relevantes, de forma mais eficiente e acessível ao setor.

“Estou há 30 anos no mercado de seguros, e percebi que há uma grande oportunidade de trazer informação real e relevante para esse mercado. Não se trata apenas avaliar o que a Susep e a ANS divulgam, mas montar uma estrutura para fornecer dados para corretores por meio de uma assinatura”, diz Luis Forster, CEO da BInsurance.

Ele conta que essa estrutura está bem desenhada para Open Insurace, cuja primeira fase prevê informações sobre as seguradoras e seus produtos e canais de atendimento.

“Estamos trazendo mais informações para enriquecer essa base. Vamos informar quem são as seguradoras, o que fazem, onde emitem, que tipo de produtos, índice de sinistralidade, custo de aquisição por ramo, prêmio ganho, despesas operacionais. O corretor poderá avaliar com quem trabalhar. Hoje são mais de 100 mil corretores ativos no Brasil e a grande maioria não tem acesso a esses dados”, elenca Forster.

Ele destaca que, com o atual dinamismo do mercado de seguros, frequentemente entram novas empresas e são lançados novos produtos e o corretor nem sempre está atualizado. A nova empresa reúne um grupo de profissionais multidisciplinares do Brasil e Espanha, além de contar com investidores dos dois países. E já divulga relatórios – semanais, mensais e trimestrais, além de uma versão especial anual – sobre a indústria de seguros brasileira. Futuramente, a companhia planeja focar também em buscar soluções para outras lacunas do mercado.

“Com a assinatura, disponível a partir de outubro, o corretor terá acesso a uma ferramenta de análise e poderá realizar as buscas de que precisa. Hoje preciso captar as informações das bases da Susep. A partir de dezembro, com o Open Insurance, as seguradoras terão de estar com esses dados abertos. O processo será mais dinâmico a partir de dezembro. Também pretendemos criar assinaturas para seguradoras”, sinaliza o CEO.

Ele informa que também está negociando com outras empresas e startups para captar outras informações de mercado de forma a enriquecer a base de dados para poder oferecer real inteligência de mercado. São informações de mercado, clima, agro, economia, abertura de PMEs, frotas, política.

“Estamos numa fase de mapeamento para no início do próximo ano plugar informações sobre tudo o que envolve o mundo de seguros’”, informa . Ele observa que hoje é impossível falar da indústria de seguros sem falar de inovação, insurtech, transformação digital e, claro, big data.

“Apesar de já ter avançado muito em outras áreas, o mercado ainda é bastante carente em Business Inteligence. Queremos ser um hub de mercado de inteligência no mercado de seguros. Também estamos conversando com a Susep para entender e nos posicionar neste mercado de SISS (Sociedade Iniciadora do Serviço de Seguros) para trazer valor ao setor de seguros”, conclui Forster.