Hamiltom Baez de Brito e Silva, Diretor de Vendas da Moody’s - Foto: Divulgação

Hamiltom Baez de Brito e Silva, Diretor de Vendas da Moody’s – Foto: Divulgação

O Brasil ainda tem poucas iniciativas no processo de concessão de crédito voltadas para estimular as práticas ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), mas uma das iniciativas em destaque é a do BNDES, apontou hoje, 26, Elias Sfeir, presidente da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC)  em debate do Digital Money Meeting.

Ele disse que o banco de fomento  já tem algumas linhas de crédito nas quais concede financiamentos a taxas de juros mais baixas, de 1,5% de spread para as empresas que têm práticas ESG, mas também cobra taxas mais altas, de até 2,5% para as empresas que não têm prática de governança ambiental ou social. ” O Banco dá o incentivo e o chicote”, brincou.

Para o executivo, “não adianta falar, e não fazer”. Observou que o impacto  das mudanças em curso interfere, por exemplo, na definição de critérios para concessão de empréstimos das empresas. A discussão sobre sustentabilidade, acrescenta, significa a “reinclusão do homem na natureza”, assim como a “inserção da biodiversidade na economia”.

Hamilton Vaz, diretor da Moody´s, por sua  vez, disse que, em um mercado financeiro em alta, é grande a procura por “tíulos sustentáveis”. O executivo  recorre à Petrobras, exemplificando como seu desempenho é influenciado por elementos que consideram o stress causado pelo aquecimento, falta de água, secas, furacões, movimentação do nível do mar – fatores de risco climático, explica Vaz. A meta do carbono zero é mais uma cujo risco impacta igualmente todo o ecossistema. Sem esquecer que a perda de imagem de uma empresa também está em jogo. “Por isso, temos de fazer o bem enquanto dá certo”, destaca. O executivo também lembra que o avanço tecnológico (Inteligência Artificial) torna a padronização difícil. (colaborou Anamarcia Vainsencher)