BNDES recebe propostas para o Fundo Socioambiental - Crédito: Freepik

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recebe até 31 de julho de 2022 propostas que serão apreciadas no 3º ciclo de avaliação de seu Fundo Socioambiental. Esse instrumento apoia projetos dos setores de educação, meio ambiente e geração de emprego e renda com recursos não reembolsáveis, ou seja, sem necessidade de quitação do crédito, desde que cumprido o contrato estabelecido e realizado o objeto da contratação, com a efetiva contrapartida socioambiental.

Na modalidade de Apoio Continuado, os projetos podem ser apresentados a qualquer momento. Porém, como o Comitê Consultivo do Fundo Socioambiental, etapa inicial de tramitação, se reúne de forma periódica, são estabelecidos ciclos de avaliação de propostas. Os projetos que não forem considerados aptos em um ciclo podem ser aprimorados e reapresentados nos ciclos subsequentes.

Nos dois primeiros ciclos de avaliação, o BNDES recebeu 63 propostas, sendo 25 de educação, 21 de meio ambiente e 17 de geração de emprego e renda. Do total, 18 seguem em análise e quatro já foram aprovadas, no valor total de R$ 70 milhões, sendo metade apoiado com recursos do BNDES Fundo Socioambiental.

É o caso dos projetos dos institutos Votorantim (para apoio à geração de renda por meio do matchfunding BNDES de inclusão produtiva), Iungo (para implementação do novo ensino médio em diversas redes estaduais), Canoa (para oferta de cursos de pós-graduação para professores de redes municipais nas áreas de matemática e ciências naturais) e IPTI (para implementação de tecnologias sociais pedagógicas e de gestão escolar em redes municipais de ensino).

“A aprovação dos primeiros projetos do novo Fundo Socioambiental é um marco importante, reforçando a atuação do Banco na agenda ESG. Os projetos de educação aprovados são um exemplo da potência desse instrumento, pois devem impactar cerca de 3,5 milhões de estudantes em 15 redes estaduais e 78 redes municipais. O instrumento segue aberto para novas propostas em temas de grande relevância para o desenvolvimento social do país”, afirma Bruno Aranha, diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do Banco.

Em 2021, o Fundo Socioambiental foi reformulado e trouxe como novidade critérios mais objetivos para avaliação dos projetos, além da possibilidade de recebimento continuado de inscrições para projetos de educação, assim como já existia para meio ambiente e emprego e renda. No esforço de alavancar recursos e parceiros, o apoio do BNDES é sempre colocado em paridade com outros apoiadores, de forma que o atual orçamento de R$ 150 milhões do Fundo, dá lastro a um volume total de apoio de R$ 300 milhões a projetos socioambientais.

Todos os proponentes responsáveis pelos projetos devem ser entes privados sem fins lucrativos e as ações propostas atender ao valor mínimo de R$ 5 milhões. As propostas serão analisadas de acordo com os critérios divulgados na página do Fundo Socioambiental.

(com assessoria)