Foto do ministro da Cidadania, João Roma - Crédito: Walter Campanato/Agência Brasil

Ministro da Cidadania, João Roma – Crédito: Walter Campanato/Agência Brasil

A movimentação do Ibovespa foi intensa nesta quarta-feira, 20, quando o índice de referência do mercado de ações quase perdeu os 110 mil pontos. No fim da sessão, a bolsa fechou em alta de 0,10%, aos 110.786 pontos. O volume de negócios ficou em R$ 30,7 bilhões.

Se ontem o mercado desabou com o anúncio do Auxílio Brasil, substituto do Bolsa família, hoje a reação foi amena, mesmo com a notícia de que o benefício pago deve ser ainda maior que o esperado.

O dólar perdeu força no mercado global e aqui no Brasil voltou a ser negociado abaixo dos R$ 5,60. O dólar comercial fechou o dia em queda de 0,59% a R$ 5,56 na compra e R$ 5,561 na venda.

Auxílio Brasil

Sem dar detalhes sobre o novo programa que começa em novembro, o ministro da Cidadania, João Roma, disse que o Auxílio Brasil terá um reajuste de 20% em relação aos valores pagos atualmente no Bolsa Família.

Ainda de acordo com o ministro, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, será criado um “benefício transitório” para que as famílias recebam, até o fim de 2022, pelo menos R$ 400 mensais. João Roma não detalhou de onde virá o dinheiro no pronunciamento à imprensa, e não respondeu a perguntas dos jornalistas.

“O programa permanente que é o Auxílio Brasil, que sucede o Bolsa Família, ele tem um tíquete médio. O valor do benefício varia de acordo com a composição de cada família. Existem famílias que estão recebendo até menos de R$ 100, e outras que recebem até mais de R$ 500”, pontuou Roma.

“Esse programa terá um reajuste de 20%. É um programa que é permanente e seguirá 2021, 2022, 2023 e assim sucessivamente. Isso chama-se despesas permanentes do governo, e é um programa que está estruturado para que avance cada vez mais, com políticas integradas, para atender a esses brasileiros mais necessitados”, afirmou.

Relator critica

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o relator do Auxílio Brasil na Câmara, deputado Marcelo Aro (PP-MG), disse que a solução encontrada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro é claramente eleitoreira e pode prejudicar os beneficiários.

“Bolsonaro está perdendo a oportunidade de anunciar de fato um benefício na vida do cidadão. Ele não está dando um presente, está emprestando até ele ganhar a eleição”, afirmou o deputado.