Bons resultados ESG são caminho para escolher o melhor investimento - Crédito: DMM

Ana Buchain, diretora da B3 – Crédito: DMM

O conceito de sustentabilidade não é novo, mas ganhou força nos últimos dois anos. Nunca se falou tanto em ESG, sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança corporativa e se refere a ativos que, além dos aspectos financeiros, consideram os impactos ambientais, sociais e de gestão das empresas.

Ao escolher onde investir, os aspectos ESG da companhia devem ser levados em conta? Na opinião de Ana Buchain, Diretora Executiva de Pessoas, Marketing, Comunicação e Sustentabilidade da B3, a bolsa brasileira, não é o suficiente, mas um bom caminho para resultados satisfatórios. Ana Buchain falou sobre o tema no Digital Money Meeting, congresso virtual promovido pela Momento Editorial, que vai até esta sexta-feira, 27.

Segundo Ana Buchain, a B3 tem fomentado discussões sobre sustentabilidade há mais de 20 anos e, como infraestrutura de mercado, a bolsa tem um compromisso com a agenda ESG e atua em inúmeras ações: como protagonista, indutora ou apoiadora de melhores práticas.

A B3 trabalha, de acordo com a executiva, com 70 índices diferentes que medem a performance das empresas de capital aberto. Desses, oito se referem à sustentabilidade, em particular o ISE B3.

“O Índice de Sustentabilidade Empresarial, o ISE B3, é um ótimo exemplo de como é possível ajudar as companhias fornecendo parâmetros. De um lado, as empresas conseguem refletir sobre suas decisões e dar transparência às suas ações relacionadas a questões sociais, ambientais e de governança. Do outro, oferecem aos investidores e à sociedade uma ferramenta intuitiva e transparente para análise das iniciativas, avaliação e comparações entre as empresas sob a ótica ESG”, afirmou.

Segundo a diretora da B3, ao longo dos anos, a preocupação das companhias com pessoas e meio ambiente tem mudado. “Quando pensamos como empresa, lembramos de como seremos cobrados no futuro pelo que estamos fazendo hoje”, refletiu. “E os parâmetros ESG nos dá quase um guia de como devemos agir”, completou.

Ana ressalta que diversidade é sinônimo de diferencial competitivo, mas para é fundamental reconhecer o quanto a pauta demorou para entrar nas agendas estratégicas. “Compensar um desequilíbrio histórico é um desafio colocado hoje para empresas no mundo inteiro e trazer transparência para a situação ajuda a pautar as discussões, que geram ações concretas para as mudanças começarem efetivamente”.

Uma gestão mais madura, obrigatoriamente, demonstra atenção ao capital humano, social e de posicionamento perante a sociedade, nas palavras da diretora. Ela ressalta que as métricas de ESG ainda estão em solidificação, mas defende a busca por bons resultados nesses parâmetros. “As companhias que apresentam bons índices ESG, normalmente têm bons resultados financeiros e tendem a performar melhor”, acredita Ana Buchain.