Fachada Bradesco - Crédito: Divulgação

Fachada Bradesco – Crédito: Divulgação

O Bradesco fechou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 6,3 bilhões, queda de 3% em relação ao trimestre anterior, mas 63,2% superior na comparação anual, embora a base de comparação seja fraca devido às perdas provocadas no ano passado com a pandemia. No semestre, o Bradesco acumula lucro de R$ 12,8 bilhões, registrando evoluções expressivas em relação aos mesmos períodos do ano anterior (2T20 e 1S20).

O desempenho deve-se a maiores receitas com prestação de serviços, crescimento da margem financeira com clientes, menores despesas operacionais e menores despesas com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD). Os indicadores de rentabilidade acumulados (ROAE e ROAA), registraram 18,2% e 1,5%, respectivamente, apresentando uma melhora em relação ao mesmo período de 2020.

O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado que esperava um desempenho em linha com o primeiro trimestre e que o Bradesco superasse o  lucro do Itaú, que ontem reportou lucro de R$ 6,54 bilhões.

As receitas de prestação de serviços somaram R$ 8,4 bilhões, alta anual de 10,3% e de 4,3% na comparação trimestral deste ano. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (ROAE) foi de 18,2%, alta de 6,4 em 12 meses e queda de 0,5% e relação ao trimestre anterior. As despesas operacionais tiveram queda de  R$ 3,1 bilhões em 12 meses (2T21 x 2T20) e de 1,9% no trimestre.

A carteira de crédito expandida atingiu R$ 726,5 bilhões, alta e 9,9% em 12 meses e de 3% no trimestre. Para pessoa física a alta é de 3,7% na comparação anual e 1,4% no trimestre e para empresas as expansões foram de 21% no ano e de 5,7% no trimestre.

A provisão para inadimplência cresceu R$3,5 bilhões com índice de cobertura de 324,7%. O índice de inadimplência em 90 dias é de 2,5%. (Com assessoria)