Ideias de inovação em reunião de startup - Crédito: Freepik

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O Brasil ganhou cinco posições no Índice Global de Inovação (IGI) na comparação com o ranking de 2020 e agora está no 57º lugar entre 132 países. A colocação brasileira, no entanto, é considerada ruim, pois o país está 10 colocações abaixo da obtida em 2011, quando chegou a sua melhor marca, a 47ª posição. No topo da lista aparece a Suíça, seguida pela Suécia e pelos Estados Unidos.

O ranking foi divulgado nesta segunda-feira (20) pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI – WIPO, na sigla em inglês), em parceria com o Instituto Portulans, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Indústria Indiana (CII), a Ecopetro e a Assembleia de Exportadores Turcos (TIM), contando com o apoio do Conselho Consultivo do IGI e de sua Rede Acadêmica.

Na avaliação da CNI, a colocação brasileira é incompatível com o fato de o país ser a 12ª maior economia do planeta, em 2020, e com a realidade de termos um setor empresarial sofisticado.

“O crescimento sustentável e a superação da crise agravada pela pandemia de Covid-19 passam pela via da inovação. Uma estratégia nacional ambiciosa, que priorize o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação para o fortalecimento da indústria, tornará a economia mais dinâmica, promovendo maior equidade e bem-estar social”, afirma Robson Andrade, presidente da CNI.

Na comparação com os países da América Latina e Caribe, o Brasil ficou em 4º lugar, atrás de Chile, México e Costa Rica. Entre os países dos BRICS, o Brasil é o penúltimo, à frente apenas da África do Sul, que está em 61º lugar. A China é a em melhor posição (12º), seguida por Rússia (45º) e  Índia, (46º).

O top 10 do índice é formado, respectivamente, por Suíça, Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Holanda, Finlândia, Cingapura, Dinamarca e Alemanha.

O índice é formado pela média de cinco pilares do subíndice insumos de inovação – instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação de mercado e sofisticação empresarial – e dos dois pilares do subíndice produtos de inovação – produtos de conhecimento e tecnologia, e produtos criativos.

No ranking de insumos de inovação, o Brasil ocupa a 56ª colocação (ante 59ª em 2020) e, no resultado de inovação, 59ª, ante 64º em 2020. O indicador aponta ainda as principais fraquezas brasileiras, entre elas a formação bruta de capital (investimento), dificuldade para abrir uma empresa e para obter crédito.

(Com Agência CNI Notícias)