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A Comscore, especializada em medição de audiências digitais, divulga uma análise sobre o cenário da digitalização bancária na América Latina, em 2020. No Brasil, o alcance dos sites bancários chega a 73%, no Chile a 66% e na Argentina a 61%. Além disso, nenhum dos outros países pesquisados fica abaixo de 40%: na Colômbia chega a 46%, no México a 45%, e no Peru a 43%.

As propriedades do PagSeguro, PicPay e da Caixa também tiveram saltos em audiência entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021. O site do PagSeguro viu o total de visitantes únicos crescer em mais de 216% nos intervalos de um ano, no PicPay, esse número chegou a aumentar mais de 80% e, no portal da Caixa, atingiu uma alta de mais de 24%.

No relatório “Estado do banco digital da América Latina”, a empresa identificou que as tendências financeiras que ganharam força por causa da pandemia e das restrições à mobilidade parecem estar se consolidando em toda a região.  Além disso, os conteúdos financeiros se multiplicaram nas redes sociais e os aplicativos de bancos emergentes e tradicionais também ganharam espaço entre os consumidores.

Nos primeiros meses de 2020, os bancos digitais experimentaram saltos exponenciais no total de visitas, chegando a quase 200% no Brasil, em abril, e perto de 100% na Argentina, em julho, respectivamente.

Algo semelhante aconteceu com as notícias financeiras, que atingiram o pico de acessos em março de 2020 e se estabilizaram em níveis mais elevados do que os registrados anteriormente em quase todos os países da região. O interesse por assuntos econômicos na América Latina também se refletiu nas redes sociais: a categoria de finanças apresentou um crescimento de interações de 128% no Instagram, 77% no Twitter e 34% no Facebook na comparação entre março de 2019 e março de 2020.

Fintechs x bancos tradicionais

No Brasil, na comparação entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021 de audiência multiplataforma, é notável a ascensão das fintechs: PagSeguro cresceu 750% em alcance e o Nubank 63%. Apesar disso, bancos tradicionais, como Itaú, Bradesco e Santander, ainda se mantêm entre as maiores audiências entre as plataformas.

No mesmo período, na Argentina, a audiência multiplataforma do Brubank aumentou 214%, do Mercado Pago, 176%, e do Ualá, 72%. Já no México, bancos como Citibanamex, Santander e Scotiabank cresceram seu alcance acima de 5%. Paralelamente, a Konfio obteve um aumento de 6% e a Kueski, de 3%.

Aplicativos mobile

O mercado conquistado pelos aplicativos de serviços financeiros é outra métrica que mostra o impacto da pandemia no comportamento do usuário. O país em que isso mais se notou foi a Argentina, com inscrições que dobraram o número de visitantes únicos, como Mercado Pago, Santander Río, Galiza ou Nación. No México, houve um salto geral em quase todos os aplicativos dos diferentes bancos; entre os mais utilizados estão: BBVA México (Bancomer Móvil), Banco Azteca, Citibanamex Móvil, Mercado Pago e Banorte Móvil. No Brasil, os apps de maior alcance são o da Caixa e do Nubank, enquanto isso, o do PicPay foi o que mais cresceu em número de visitantes no último ano.

Em relação a maneira como os usuários se conectam aos bancos, o uso de dispositivos móveis (smartphones e tablets) é a grande tendência. Os números mostram que em termos percentuais o mobile já é a forma mais utilizada para se conectar aos bancos digitais na Argentina, México e Brasil. Apesar disso, os dispositivos desktop (computadores) ainda são os que concentram mais tempo de uso na medição em média de minutos gastos por visitante.  (Com assessoria de imprensa)