Tiago Aguiar, Head de Novas Plataformas da TecBan - Foto: Divulgação

Tiago Aguiar, Head de Novas Plataformas da TecBan – Foto: Divulgação

Para o público-alvo do Open Banking o perfil dos serviços oferecidos é que vai ditar o ritmo de adoção. A opinião é do head de Novas Plataformas da Tecban, Tiago Aguiar, que relata o resultado de uma pesquisa realizada pela empresa que mostra níveis de interesses diferentes de acordo com características de cada usuário. Na avaliação do executivo, o Brasil tem muito a crescer na oferta de serviços financeiros que hoje estão quase que resumidos a cartões de crédito.

Na sua avaliação, conceitos de Open Banking, infraestrutura necessárias e outros itens que interessam e vem sendo intensamente debatidos pelos parceiros do ecossistema que está sendo formado importam para o cliente. “É como a Internet, ninguém quer saber exatamente sobre como ela funciona, mas utilizam em larga escala os serviços oferecidos”, comentou.

Com 29 anos de atuação na conexão entre os mundos físico e virtual via controle da maior rede de ATMs do país, a Tecban vem se dedicando muito mais ao digital, motivo pelo qual criou há três anos a área comandada por Aguiar. E desde então vem trabalhando dentro do conceito de inovação aberta, com parcerias, ao lado de startups e fintechs.

Entre suas atribuições está a de adequação ao marco regulatório de proteção de dados, novos contratos e modelos de negócios, SLAs, instruções normativas do Banco Central, pesquisa e inovação. “Está tudo em andamento ao mesmo tempo que as datas previstas para o Open Banking estão chegando. Costumo dizer que estamos trocando a turbina com o avião em voo”, observou.

Mas com visibilidade sobre o comportamento do usuário, a Tecban se equilibra em relação ao que tem de ser feito agora e o que precisará ser feito no futuro. O levantamento realizado pela companhia, em parceria com o IPsos, procurou apresentar soluções de open banking, como agregador de contas, iniciativas de pagamento, formas de conseguir crédito mais rápido para, então, questionar a opinião dos participantes.

Cerca de 66% mostrou grande interesse pelos serviços, mas, segundo Aguiar, a diferença desse interesse pelos aplicativos também reflete uma questão de renda. Quanto maior a renda, mais atração por soluções como investimentos e quanto menor a renda as soluções do dia-a-dia, como pagamentos, atraem mais.

Uma das questões após a apresentação dos serviços foi em quem o usuário confiaria para provê-los. No levantamento realizado em 2018, 83% confiavam mais no banco tradicional, em 2019 esse percentual caiu para 70% e este ano foi de 73%. “Ainda tem a questão do nome que reverbera muito nas pessoas”. Mas o levantamento colocou os participantes diante de uma questão mais específica, quem provê esses serviços citados são fintechs, você confiaria? 40% disseram que não tem nenhum problema com isso, 38% não topariam e 23% não sabem responder. Ele participou do congresso Digital Money Meeting.