Carlos Leiria Pinto, country manager International Finance Corporation – Crédito: Divulgação

Até 2030, o Brasil contará com US$ 1,3 trilhão de oportunidades de negócios relacionadas ao financiamento sustentável, segundo estudo do International Finance Corporation (IFC). A estimativa para negócios globais é da ordem de US$ 23 trilhões, afirmou Carlos Leiria Pinto, country manager Brasil da IFC, durante o Ciab 2021 Febraban.

“Está na hora de desmitificar que finanças sustentáveis são inimigas de um bom negócio. Pelo contrário, cada vez mais vamos compreender que trata-se de um casamento proveitoso”, disse.

Considerada uma das maiores instituições globais de desenvolvimento voltado para o setor privado nos países em desenvolvimento, o IFC tem atuado como líder e inspirador de finanças sustentáveis desde de sua fundação. Participou do Sustainable Banking Network, rede que reúne reguladores e associações, da qual a Febraban faz parte, com objetivo de fornecer conhecimento e promover práticas sustentáveis no sistema financeiro.

Essa rede gerou nos últimos anos um conjunto de documentos que atualmente é referência para todas as instituições financeiras, como o Sustainable Bond Guideline e Green Bond Principles, consideradas as melhores práticas para emissões de debêntures verdes ou sociais. Esses documentos fazem parte do manual de qualquer instituição financeira, assim como o Climate Risk Assessment para o setor bancário.

Acordos

A IFC fechou acordo com a Febraban e, também, diretamente com os bancos para apoiar a implementação de práticas ESG e análise de riscos socioambientais de forma que as instituições bancárias possam desenvolver suas carteiras em ativos de crédito.  Além disso, está investindo em ventures capital para apoiar fintechs como Creditas, Guiabolso e Contabilizei a desenvolverem soluções tecnológicas.

A IFC lançou também o financiamento Avance Credit para pessoas físicas, pequenas e médias empresas brasileiras a instalar sistemas para geração de energia elétrica por painéis solares. “Além de gerar sua própria eletricidade, podem contribuir para a sustentabilidade energética e ambiental do Brasil”, conclui.