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A Febraban, associação dos grandes bancos, registra que os ataques de phishing, a chamada pescaria digital, e os golpes da falsa central telefônica e falso funcionário cresceram respectivamente 100% e 340%, no primeiro bimestre de 2021 em relação ao ano passado, conforme a sétima edição da pesquisa FEBRABAN-IPESPE divulgada hoje. O estudo foi realizado entre os dias 18 e 25 de junho, com 3 mil pessoas nas cinco regiões do País.

Isso significa que a maioria dos brasileiros já sofreu tentativa de fraude ou conhece alguém que tenha sido vítima, provocada pelo aumento do uso de meios eletrônicos para transações financeiras, via celular ou internet.

Embora uma grande parte perceba uma evolução positiva na segurança de seus dados pessoais nos últimos cinco anos, um terço dos entrevistados acredita que estão menos seguros e 22% não identificaram alteração no período. Já para os próximos cinco anos, 54% têm a expectativa de avanço na segurança e apenas 22% apostam que esses dados estarão ainda menos seguros.

A maioria também considera que a privacidade nos meios eletrônicos virou um mito, e que tudo, ou a maior parte, das suas informações podem ser acessadas. Por isso, é grande a cobrança por maior eficiência e endurecimento da legislação que trata da proteção de dados.

Segurança digital é um tema que a sociedade precisa encarar e já está fazendo, pois diariamente esses crimes afetam pessoas e empresas, ganham espaço no noticiário econômico, político e policial envolvendo não só o cidadão, mas também grandes corporações e instituições públicas e privadas”, diz o presidente da Febraban, Isaac Sidney, que ressalta: “Um bom indicador da pesquisa é que o brasileiro está atento, sobretudo quanto ao uso que as empresas privadas fazem dos seus dados pessoais”.

Riscos versus benefícios

Predomina a percepção (56%) de que os riscos existentes no fornecimento de dados pessoais a empresas e instituições superam os benefícios recebidos. A minoria (28%) expressa opinião contrária, ou seja, os benefícios superam riscos. Apenas 13% se consideram muito beneficiados pelas empresas que coletam seus dados pessoais; 32%, mais ou menos; 25%, pouco; e outros 25% não identificam nenhum benefício.

Atividades mais vulneráveis

A compra online foi considerada a atividade mais vulnerável para que empresas ou instituições acessem os dados dos consumidores (35%), sites em geral (33%), pesquisas on-line sobre termos e uso de sites de busca (23%) e serviços bancários online ou telefônicos (21%).

Tecnologia e riscos

O papel da tecnologia na proteção de dados é polêmico. Enquanto 49% acham que o avanço da tecnologia facilita a violação de dados e as fraudes, 46% acreditam que os recursos da tecnologia ajudam a manter as informações pessoais mais seguras.

Acesso a dados pessoais

Predomina a percepção de que as empresas monitoram e acessam mais as informações dos seus usuários e clientes do que os governos. Para 79% dos entrevistados, tudo (25%) ou a maior parte (54%) das operações que eles realizam de forma online ou pelo celular é monitorada ou seus dados pessoais são coletados por anunciantes e empresas. Para 60% os órgãos públicos monitoram e coletam todas (20%) ou a maior parte (40%) das informações a partir das atividades das pessoas online ou no celular.