Thiago Aguiar, head de novas plataformas da TecBan                                                                                                                 Foto: Divulgação

O momento para introduzir o open banking, que em agosto iniciará a fase II de implantação, mostra-se bem favorável.  Mais da metade da população brasileira considera relevante os novos serviços que possam surgir com a plataforma, conforme pesquisa realizada pela TecBan em parceria com o Instituto Ipsos, divulgada hoje, em live.

Para checar o nível de adesão ao open banking, a pesquisa introduziu no questionário quatro novos serviços, como  ferramentas de comparação inteligente, aplicativo financeiro tudo-em-um, aceleração do processo de solicitação de crédito e pagamento instantâneo a partir de conta bancária.

De acordo com os resultados, o uso de tecnologia não representa barreira para a adoção do open banking entre os brasileiros. A ressalva, no entanto, é que a oferta dos serviços oferecidos na plataforma deve indicar os benefícios de forma clara para os consumidores e as instituições financeiras procurarem explicar sempre a melhor forma dos usuários se conectarem à plataforma.

Sete em cada 10 pessoas acreditam que o uso de tecnologia não representa barreira e mostraram-se interessadas em novos formatos de pagamento. Aplicativo de banco, internet banking e caixa eletrônico foram apontados como os principais recursos usados para fazer transações financeiras: smartphones ou tablets, 79%, seguida de internet banking, 48%, e caixa eletrônico, 45%. “Os número mostram que a relação da frequência de uso dessas plataforma é bem alta entre os brasileiros”, afirma Pricilla Branco, gerente de public affairs da Ipsos.

O levantamento mostra que os consumidores brasileiros usam os recursos financeiros disponíveis de forma muito limitada: 25% dos entrevistados possuem apenas conta poupança, vinculado ao perfil de renda mais baixa; 41% conta corrente e 34% ambas. “Trata-se de um desafio que o Banco Central tem de olhar“, alerta Thiago Aguiar, head de novas plataformas da TecBan.

A confiança em relação aos grandes bancos permanece maior do que em outras instituições financeiras, conforme atestou o estudo, da qual participaram mil entrevistados, homens e mulheres com idade acima de 18 anos, com conta bancária e localizados nas cinco regiões do país.

Compartilhamento de dados

A preocupação com o compartilhamento dos dados ainda é elevada mas permanece estável se comparada a pesquisas anteriores: 46% dos consumidores mostraram-se preocupados, em 2021, em relação a 49%, em 2019, e 60%, em 2018. Isso indica uma confiança maior na realização de transações desse tipo.

Segurança

Pesquisa mostra claramente que o consumidor brasileiro tem cautela em relação à segurança de dados. Tanto que as pessoas estão mais propensas a aceitar serviços oferecidos por bancos tradicionais, 73%, com os quais se relaciona e que, a medida em que vão tomando contato com a plataforma tenham acesso a um canal seguro para endereçar esse tipo de uso.

“Há uma grande aceitação dos entrevistados com relação aos serviços oferecidos pelo open banking, no entanto, as pessoas querem se sentir seguras para utilizar esses serviços”, diz Helio Gastaldi, diretor de public affairs da Ipsos.

Entre as cinco maiores preocupações relacionadas à segurança, apresentadas pelos entrevistados, constam: o crime financeiro, ou seja, o medo dos dados serem acessados por criminosos; o receio dos dados perderem o anonimato; falta de proteção dos dados; quem terá acesso aos dados.

Expectativa futura

Consumidores esperam que no futuro aumente a proteção contra fraudes, 57%, e que os bancos e demais instituições financeiras ofereceram o suporte adequado, caso ocorra algo errado. Além disso, querem usar aplicativos que permitam pagar conta, cresceu de 43% , em 2019, para 50%,em 2021; permitir que os serviços como comida e transporte público sejam pagos pelo app, passou de 36%, em 2019, para 48%, em 2021, ferramentas para auxiliar a gerenciar minhas finanças, saiu de 35%, em 2019, para 43%, 2021 e ferramenta para gerenciar pagamento a amigos e familiares.

“Pelos números apresentados, existe preocupação devido a pouca informação sobre como os dados devem ser protegidos na plataforma para evitar fraude”, diz Branco.