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O pessimismo quanto à recuperação da economia ainda é predominante entre os brasileiros, que apontam dificuldades financeiras na sua vida e da sua família. Cerca de 68% dos 3 mil entrevistados pelo Radar Febraban, entre 18 e 25 de junho, nas cinco regiões do país, não acreditam que a economia brasileira se recupere este ano.

Esse percentual fica no patamar de 70% entre as pessoas de 18 a 24 anos, de 49 a 50 anos e com renda familiar acima de cinco salários-mínimos. Apenas 13% acham que a economia brasileira tem chance de se recuperar ainda em 2021, percentagem maior entre os homens, pessoas acima de 60 anos e com nível superior, registrando 16%, nos três casos.

Embora ainda predominem prognósticos desfavoráveis, houve alguma melhoria da percepção sobre todos os aspectos econômicos avaliados, considerando o horizonte dos próximos seis meses, comparativamente à pesquisa de março último. Mais da metade da população, 52%, acha que o desemprego vai aumentar (70%, antes), 73% apostam no crescimento da inflação e do custo de vida (80%, antes) e 72% da taxa de juros (76%, antes).

Quanto ao acesso ao crédito das pessoas e das empresas, é maior o contingente que acredita em aumento, 36%, do que em diminuição, 26%, e para 33% vai ficar igual. Para 48% dos entrevistados, o poder de compra das pessoas deve diminuir, ao passo que 25% preveem um aumento e 23% consideram que não sofrerá alteração. No levantamento anterior, eram 64%, 16% e 18%.

Perspectivas futuras

Sobre o futuro, numa projeção de melhora da situação financeira, cerca de um terço dos entrevistados deseja investir seus recursos extras em poupança, 32%, ou em outro tipo de investimento bancário, 34%. Gastar a reserva financeira com viagens é a opção de 29% dos entrevistados e, para 27%, é mais interessante investir em imóveis, sendo que 26% preferem destinar o dinheiro extra para melhorar a sua educação e de seus familiares. Opções como reformar casa ou comprar carro foram mencionadas, respectivamente, por 24% e 19% dos entrevistados.

As mulheres são as que mais preferem investir na poupança, 35%, contra 28% dos homens, ao passo que outros investimentos bancários são preferidos por 45% daqueles que têm nível superior e 43% com renda acima de cinco salários-mínimos. O desejo de viajar é maior nas camadas de maior instrução, 41%, e maior renda, 40%. A pretensão de investir em imóveis é de 30% entre os mais jovens, já a melhoria da educação é o investimento citado por 33% daqueles entre 18 e 24 anos e por 30% entre 25 e 44 anos.

Essa última edição do Radar Febraban, questionou os entrevistados sobre o Open Banking, que revelou que os menos informados são as mulheres, 60%, pessoas entre 18 e 24 anos, 70%, as que têm ensino fundamental, 62%, e com renda até dois salários-mínimos, 63%. Entre os de escolaridade superior e renda mais alta, cerca de metade tem conhecimento sobre o tema.

A avaliação do Open Banking é mais positiva entre os homens, 50%, os mais jovens, 49%, de maior instrução, 46%, e renda mais alta, 47%. O potencial de adesão, conforme a pesquisa, é de 16% de pessoas que “com certeza” irão aderir, e mais de 46% que “podem ou não” aderir. Já 30% disseram “com certeza” não irão aderir ao Open Banking.