Sede do Banco de Brasília

Banco de Brasília (BRB) Crédito: Divulgação

O Banco de Brasília (BRB) alcançou lucro líquido de R$ 242 milhões no primeiro semestre de 2021, um crescimento de 20,9% na comparação com o mesmo período de 2020. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira, 17. No segundo trimestre de 2021, o lucro registrado foi de R$ 124, 5 milhões, aumento de 34,7% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

Para o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, o banco conseguiu cumprir todas as metas de negócios estabelecidas, apesar de um contexto adverso, ainda decorrente da pandemia da Covid-19.  “O principal direcionador desse aumento foi a carteira de crédito, que cresceu em várias linhas. Cresceu 25% no crédito consignado, 47% no cartão de crédito, no crédito rural em 50,9%, e no imobiliário com 138%, ou seja, o BRB está se consolidando como um banco de oferta completa em produtos financeiros”, disse.

Paulo Henrique destacou também entregas importantes previstas no planejamento estratégico da instituição. “Concluímos a parceria com a Wiz Soluções, com a qual estamos construindo um novo modelo de bank as assurance, ainda pendente de aprovação do Cade e do Banco Central. Com a Genial Investimentos vamos lançar, em setembro, uma plataforma para oferecer os melhores produtos do mercado aos nossos clientes. Essas parcerias possibilitarão ao BRB a diversificação das fontes de receita com a oferta de novos produtos”, afirmou.

Nação BRB Fla

O presidente do BRB ressaltou o desempenho do banco digital Nação BRB FLA, em parceria com o Flamengo, que superou 1,7 milhão de clientes em pouco mais de um ano, desde o lançamento, em julho de 2020. Com o banco digital, o BRB expandiu sua atuação no Brasil e está presente em 84% dos municípios do país. As transações por mobile cresceram 50% no 1º semestre de 2021, o que comprova a maior procura por serviços digitais.

A instituição financeira planeja abrir o capital do banco digital, a partir de 2022. “O plano de negócios que aprovamos com o Flamengo era chegar ao quinto ano com 1,095 milhão de contas. Chegamos a 1,7 milhão de contas, mais de 50% do que estava previsto para o quinto ano, e só fechamos o primeiro. Os planos de abertura do capital estavam previstos um pouco mais a frente e começamos a antecipar”, revelou Paulo Henrique Costa.

Inadimplência

O Banco de Brasília fechou o semestre com uma inadimplência de 1,48%, muito em função das linhas de crédito de baixo risco oferecidas, com peso relevante no crédito consignado, com 48,6%, e de 18,5% do crédito imobiliário.

Paulo Henrique Costa afirmou que fará uma nova oferta de ações do banco. “Pretendemos aumentar o free float de 3 para 30%, uma parte primária e uma parte secundária. Nossa expectativa é liquidar a operação entre outubro e novembro e já contratamos a assessoria do Itaú BBA, o BTG Pactual e o Citi Group”, antecipou.