Rodrigo Ferraz, Head of Marketing LatAm da a55 - Foto: Divulgação

Rodrigo Ferraz, Head of Marketing LatAm da a55 – Foto: Divulgação

Grande parte do faturamento dos marketplaces, por onde passam 80% do e-commerce do país, vem de pequenos  lojistas que faturam no máximo R$ 250 mil por ano e, no entanto, respondem por metade do comércio digital brasileiro, afirmou  Rodrigo Ferraz, head of marketing Latam da a55.

Para ele, a próxima guerra das maquininhas que se anuncia no país será a da logística no varejo e o marketplace que oferecer melhores condições de negócios para os pequenos empreendedores é que sairá vitorioso.

“Os grandes varejistas dependem dos pequenos para atender um mercado nas dimensões do Brasil. O varejo tem de estar muito pulverizado e nesse contexto a briga pelo crédito tende a se acirrar cada vez mais”, disse Ferraz, durante o painel Retail Market Digital, realizado hoje, dia 27, no Digital Money Meeting, mediado pelo presidente da ABFintech Diego Pérez.

Ferraz tem notado um crescimento significativo de busca por crédito nos segmentos de e-commerce e, também, de empresas que estão digitalizando seus processos para expandir o negócio, especialmente para tornarem-se marketplace. “Esse movimento tem ocorrido tanto no Brasil como no México, que por sinal são mercados muito parecidos e que enfrentam os mesmos desafios”, disse.

Atualmente, o Brasil movimenta US$ 24 bilhões ano no e-commerce, enquanto o México US$ 21 bilhões, de acordo com pesquisa realizada para a a55, fintech de crédito que apoia a transformação digital de empresas brasileiras e mexicanas que precisam de financiamento.

O estudo aponta ainda que cerca de 60% dos consumidores de ambos países, com faixa etária de 25 a 34 anos, costumam fazer compras no exterior via e-commerce em busca de preços mais atrativos. O segmento de vestuário é o mais procurado.

Desafios do varejo

Entre os grandes desafios apontados por ele, enfrentado em ambos mercados, é o acesso a recursos financeiros e os pequenos varejistas são dependentes dos marketplaces para fazerem suas lojas virtuais.

“Temos de olhar de forma holística para essas empresas e para isso é necessário considerar possibilidade que vão além da análise financeira para a concessão de crédito para essas empresas”, disse.

Ferraz aposta na tendência do modelo híbrido de negócio, o chamado “breaks and clicks”, ou seja venda nos canais físico e digital. “Quando tem uma divisão do físico com o digital, o grande desafio do lojista é saber onde investir melhor”, observou.

Fala-se muito no open banking como facilitador para as análises de crédito. Na opinião de Ferraz, a nova plataforma é apenas uma parte da brincadeira. O setor de varejo já conta com uma série de outras fontes de dados e informações que pode ser associar a uma análise para liberar mais crédito para o lojista.