Rogério Pessoa, responsável pela área de gestão de fortunas do BTG Pactual

Para reforçar sua plataforma de investimento em um período de juros baixos no país, o BTG Pactual compra a Fator Corretora. Depois de investir R$ 1 bilhão em tecnologia, o banco dá continuidade à sua estratégia de ampliar a base de clientes. Já há outra possibilidade de compra em andamento que deverá ser concluída em breve.

Como parte da estratégia de expandir sua carteira de cliente, o BTG Pactual também aposta na área de gestão de fortuna (Wealth Management) nos Estados Unidos para a cobertura dos clientes da América Latina. Atualmente, a área tem quase R$ 40 bilhões sob gestão offshore e a expectativa do banco é triplicar o volume nos próximos anos, segundo Rogério Pessoa, responsável pela área de gestão de fortunas do BTG Pactual.

Com R$ 258,4 bilhões em ativos sob custódia, que representou crescimento de 54% no último ano, a área de gestão de fortunas do banco quer aproveitar todo o conhecimento que já possui do mercado local e as sinergias com as demais áreas  para aumentar a presença offshore e o volume de ativos em carteira.

“Há um grande potencial no mercado offshore voltado para a América Latina e nossa ideia é aproveitar a expertise local e as sinergias, especialmente em um cenário de juros mais baixos no Brasil, contribui para a alocação de recursos no exterior”, afirma Pessoa.

Além de ampliar a equipe de atendimento, o BTG Pactual vai incluir a figura do broker, agente que intermedia sua relação com potenciais clientes. A intenção é maximizar a captura de oportunidades geradas pelos diferentes canais de distribuição do banco nos mercados locais.

Com escritórios em Miami e New York, o WM do BTG Pactual nos EUA conta com um time de 30 pessoas dedicadas à gestão de recursos internacionais.

A XP também está ampliando sua atuação na área de gestão de fortunas. Desde que criou uma estrutura dedicada, acumulou cerca de R$ 230 bilhões, considerando bankers próprios, escritórios de agentes autônomos especializados.

De acordo com a Anbima, associação que representa o mercado de capitais e investimentos, o segmento de gestão de fortuna reúne mais de R$ 1,6 trilhão. O Itaú-Unibanco tem liderança com aproximadamente R$ 600 bilhões entre recursos locais e offshore e, em seguida, o Credit Suisse, com cerca de R$ 350 bilhões.