Homem se mostra preocupado com o número de contas a pagar - Crédito: Freepik

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A preocupação e o senso de urgência em ter dinheiro para quitar dívidas resultaram em um aumento nas buscas por crédito para negativados. Segundo o Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), relatório mensal produzido pela fintech de empréstimos online FinanZero, o interesse de busca por “empréstimo para negativado online 24 horas” e “empréstimo para negativado assalariado” no Google cresceu 250% em setembro deste ano, em comparação com mesmo período de 2020.

De acordo com a análise da FinanZero, as buscas por empréstimo com garantia de celular, modalidade mais recente e que facilita a solicitação de crédito, também mostraram crescimento de 50%.

Com a renda afetada, seja pelos juros altos e inflação, desemprego e até mesmo redução do valor do auxílio emergencial, muitos brasileiros se viram endividados, chegando a extrapolar o prazo de pagamento por meses. Com isso, até o final de julho, o país já somava cerca de 59,4 milhões de pessoas físicas com o nome negativado, ou seja, com o famoso “nome sujo”, segundo apuração do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Diante deste cenário, algumas instituições financeiras e fintechs de crédito ofertam aos consumidores a possibilidade de crédito para negativado, ou seja, uma linha de crédito na qual, mesmo com restrições no CPF, uma pessoa pode solicitar empréstimos para reorganizar as finanças e quitar pendências, por exemplo.

“O empréstimo com garantia de veículo, imóvel quitado e até mesmo com garantia de celular, além do crédito pessoal para negativado autônomo, são algumas das alternativas que uma pessoa negativada pode recorrer ao procurar por um empréstimo”, explica Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero.

De acordo com a base de usuários da FinanZero, homens representam 54% do perfil de solicitante de empréstimo para negativado online, enquanto 46% são mulheres. A fintech também aponta que 58,3% dos solicitantes possuem entre 25 e 34 anos, ante os 41,7% que têm entre 18 e 24 anos.

A maioria dos clientes são da região Sudeste (69%), seguido do Sul (14%) e Centro-Oeste (10%). Nordeste e Norte representam a menor parcela das solicitações, com 5% e 2%, respectivamente.

(com assessoria)