Monisi Costa, head de produtos e pessoa jurídica do C6 Bank – Foto: Germano Lüders

A grande aposta do C6 para para o segmento empresarial de Pessoa Jurídica (PJ), Micro Empreendedor Individual (MEIs) e Pequenas e Médias Empresas (PMEs) conta com a resolução 4734 do Banco Central, que trata dos recebíveis de cartão e entrará em vigor no próximo dia 7 de junho.

A resolução determina que qualquer instituição financeira poderá ter acesso à agenda de recebíveis, mediante consentimento do cliente empresarial, e utilizar esses recursos para conceder crédito. Isso aumentará o limite e a aprovação das empresas, que poderão utilizar os recebíveis como garantia.

Trata-se de um divisor de água para o mercado de cartão, segundo Monisi Costa, head de produtos e pessoa jurídica do C6 Bank. “É o open banking dos recebíveis de cartão, que deixará de ser uma reserva de mercado. Agora os clientes podem dar um pedaço da garantia dos recebíveis para bancos de sua preferência, o que permite mais opções no mercado”, afirma.

Baixo custo e conveniência

A proposta do C6 Bank para o segmento PJ, pautada em baixo custo e conveniência, tem a maquininha de cartão C6 Pay como centro de sua oferta. Ao abrir uma conta PJ, a empresa pode contratar a C6 Pay pelo  próprio aplicativo. Para quem fatura mais de R$ 3,5 mil por mês e recebe na conta do banco, a maquininha sai de graça.

O cliente PJ também tem Cartão Business sem anuidade, 100 TEDs gratuitas por mês, pagamento de boletos ilimitados, saques e PIX grátis, além de uma linha de crédito para cobrir despesas inesperadas.

Atualmente, o C6 Bank conta com 260 mil clientes empresariais e a expectativa é atender 500 mil, até o final do ano. Desde o início de sua operação, já atendia MEIs com conta gratuita e uma série de outros benefícios. Para 2021, a estratégia é reforçar sua atuação junto às PMEs, segmento que ainda está sujeito a altas taxas e burocracia.

“Em uma PME, onde o dono da empresa desempenha várias funções, qualquer burocracia se traduz em custo, pois impacta no tempo desse empresário”, afirma Costa. Cada centavo gasto faz total diferença para o micro e médio empreendedor, segundo ela, ao considerar o valor de uma conta em um banco tradicional que cobra no mínimo R$ 80 pela tarifa mensal de administração, cerca de R$ 300 pela anuidade de cartão, R$ 8 a R$ 12 por cada TED e R$ 2 pela emissão do Pix.

Atendimento híbrido

Frente à concorrência com os demais bancos digitais, um dos diferenciais do C6 Bank é não cobrar tarifa de saque no Banco 24horas, enquanto vários cobram R$ 6,00, conforme a head de PJ.

Até o ano passado, quem quisesse abrir uma conta PJ no C6 Bank precisava da assessoria de um consultor do banco. Agora, é possível fazer onboarding diretamente pelo aplicativo, em no máximo 15 minutos. A conta é totalmente gratuita, sem a taxa de manutenção.

Para ser competitivo e atrair esse público, o banco aposta não apenas em uma oferta completa para pessoas jurídicas, mas também no atendimento personalizado. Para isso, investiu na formação de uma rede nacional, que conta hoje com mais de 500 consultores empresariais cadastrados.

Muitos deles são executivos e gerentes egressos de grandes bancos, que perderam sua posição com o fechamento das agências físicas. E o C6 está incorporando esses profissionais à sua estratégia de PJ.

O relacionamento estreito com cerca de 2 mil softwarehouses, especializadas em soluções de ERP e frente de caixa para PMEs, é um outro diferencial do C6 para enfrentar a concorrência. “Temos como proposta de valor a fácil integração de nossas soluções com boa parte dessas softwarehouses, que têm um relacionamento estreito com PJs. Já estamos homologados em cerca de 80% delas”, conclui.