Martelo de juiz com livro aberto ao fundo

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições e em definitivo a aquisição da Linx pela Stone em sessão ordinária desta quarta-feira, 16. A aquisição por R$ 6,8 bilhões, já tinha sido aprovada pelo Cade em 19 de março, no entanto, em 7 de abril, o parecer foi objeto de recurso pela Adyen, Banco Safra e Cielo, alegando que a atuação conjunta das empresas poderia ferir a concorrência no mercado.

Os conselheiros seguiram o entendimento da Superintendência-Geral do Cade (SG) votando por unanimidade a autorização da compra. O relator do processo, conselheiro Sérgio Ravagnani, registrou em seu voto que “a operação está situada em um ecossistema permeado por grandes conglomerados financeiros com alta capacidade de contestação de eventuais práticas tendentes a provocar fechamento”, afirmou.

A Linx é uma empresa desenvolvedora de software de gestão para o varejo, e a Stone, fintech de meios de pagamento com a adquirência multibandeiras, a partir de maquininhas de cartões. Com a aprovação sem restrições, a Stone poderá iniciar oficialmente a integração das duas companhias. Juntas elas terão cerca de 10 mil funcionários.

Fim de mandato

A sessão de julgamentos desta quarta-feira foi a última sob o comando de Alexandre Barreto, que encerra seu mandato de quatro anos como presidente do Cade no próximo dia 21. Antes das análises da pauta, houve cerimônia de celebração do mandato com presença do Procurador-Geral da República, Augusto Aras, do ministro do Tribunal de Contas da União, Jorge Oliveira e dos ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque e da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.

Ainda não há o nome do substituto de Alexandre Barreto, que deve ser apresentado pelo Presidente da República e aprovado pelo Senado Federal.