Caem ações do consumo doméstico- Crédito: Freepik

Os grandes magazines perderam 7% do valor. Crédito: Freepik

As ações do setor de consumo doméstico foram as que mais sofreram diante da piora da inflação. As varejistas Via, Americanas e Magazine Luiza recuaram em bloco na casa dos 7%, enquanto a rede de shoppings BrMalls fechou em queda  7%, enquanto a rede de shoppings BrMalls fechou em queda de 4%.

Após ajustes, a principal referência da bolsa local encerrou a sessão em queda de 0,45%, aos 118.322,26 pontos. Nas mínimas do dia, o Ibovespa chegou a recuar 1,15%, quando marcou 117.487 pontos. Já o volume negociado dentro do índice hoje foi de R$ 21,24 bilhões, abaixo da média diária anual, de R$ 23,5 bilhões.

A semana também foi nervosa para os investidores, depois do aviso do Banco Central norte-americano de que iria começar a retirar os estímulos monetários por lá, tendo em vista que a inflação lá também está aumentando. No acumulado da semana, o Ibovespa registrou queda de 2,67% pior semana desde novembro de 2021, queda provocada pelas ações de consumo doméstico.

Na contramão, as ações da Eletrobrás fecharam em alta devido à capitalização da empresa. A alta foi de 5,30%

IBGE

A inflação de março dispara.  Puxada pela grande alta dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, acelerou para 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro, conforme divulgou nesta sexta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da maior taxa para meses de março desde 1994. Ou seja, em 28 anos, antes da implantação do Plano Real. É também a maior inflação mensal desde janeiro 2003 (2,25%).

Oito dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE tiveram alta em março. Os principais impactos vieram dos transportes (3,02%) e de alimentação e bebidas (2,42%) – grupos de maior peso no IPCA. Juntos, os dois representam quase metade (43%) da inflação do mês.