Crédito: Divulgação

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O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou que vai extinguir a Caixa Participações. Além dos desinvestimentos já realizados, como o IPO da Caixa Seguridade e a venda Banco PAN, a Caixa prepara venda da Asset e da Elo. Os novos desinvestimentos estão previsto para a partir do segundo semestre.

“Focamos na abertura da Caixa Seguridade para uma boa governança  e hoje seguros tem os melhores resultados quando comparados a cartões e asset. Queremos o mesmo para Asset e Cartões. Estamos em negociação avançadas com os sócios da Elo e em discussão se será no Brasil ou fora. No caso da Asset, que é a mais madura das holdings, ainda não recebemos autorização do Banco Central. Devemos fazer a venda só no começo do próximo ano. Não há espaço para fazer este ano porque precisamos pelo menos de um trimestre de balanço cheio com todos os fundos migrados. Também vamos vender a participação do fundo do Banco do Nordeste, até para aumentar a liquidez. Hoje a maior operação de microsseguros é do BNB”, explicou Guimarães.

A Caixa também anunciou que vai abrir mais 268 agências em até nove meses, sendo metade ainda este ano. Ele explicou que depende de negociação com os municípios e informou que “são como agências, mas não têm movimentação de dinheiro”.

“A Caixa é um banco social que pagou, nos últimos dois anos, mais de R$ 750 bilhões. Essas agências estarão em cidades que já têm agências, lotéricas e correspondentes da Caixa, ou seja, serão agências negociais. As agências em que há a necessidade de os prefeitos migrarem as contas da folha de pagamentos e de fundos, precisam ainda assinar contrato. Só vamos abrir depois dos compromissos fechados e dessas contas migradas. Realisticamente, vamos completar essa abertura de novembro a março de 2021. Mas teremos ainda este ano as 100 agências para agro e mais 30 a 40 que não são agro”, sinaliza o presidente.

Ele explicou que, como a contrapartida é a migração dos fundos das prefeituras para a Caixa, haverá ganhos de dezenas de bilhões de reais geridos pela Caixa. Isso vai reforçar o apelo da Asset.

“A própria área de Asset está tendo mais visibilidade e teremos uma área focada só para ativos líquidos, sem nenhum problema.  Os fundos com problemas ficam na vice-presidência atual. Ao ter mais focos espera-se que os resultados sejam melhores. A empresa já está pronta, com diretoria e conselho. Precisa da autorização do Banco Central assim como o lançamento do  banco digital”, informou Guimarães.