Crédito: Divulgação

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98% das transações realizadas pelos clientes Bradesco neste primeiro semestre foram feitas por canais digitais. As operações de empréstimos de pessoa física e de pessoa jurídica, como crédito pessoal e consignado, descontos de duplicatas, antecipação a fornecedores e prorrogação de empréstimos por meio desse canal cresceram 21%, comparada ao mesmo período do ano passado. Mais de 164% das vendas de seguros foram realizadas por dispositivo móvel.

A tecnologia é um dos principais pilares estratégicos do banco para sair da pandemia, além das pessoas e disciplina orçamentária, afirmou Octavio Lazari, presidente do Bradesco, durante a apresentação de resultados do segundo trimestre de 2021.

O banco reúne hoje 22,5 milhões de clientes digitais, crescimento de 13% em relação a junho do ano passado. O número de aberturas de contas pessoa física e pessoa jurídica pelo App totalizou 779 mil no segundo semestre de 2021, em comparação aos 372 mil alcançados no mesmo período do ano passado.

Considerado o banco pioneiro no uso de Inteligência Artificial para atender clientes e funcionários, a Bia, atendente virtual do banco, realizou 1,3 milhão de interações no portal Bradesco e entregou 8,5 milhões de Informe de Rendimentos pessoa física, até junho. O total de interações com a Bia subiu de 192,7 milhões em junho do ano passado para 275,1 milhões neste semestre.

Impacto seguros

O Bradesco registrou lucro líquido de R$ 6,32 bilhões no segundo trimestre de 2021, aumento de 6,32% em relação ao mesmo período do ano passado, porém uma queda de 3% neste trimestre em relação ao primeiro trimestre do ano, devido ao impacto da operação de seguro, considerada a maior entre os grandes bancos privados do país. O resultado de seguros apresentou queda de 58,3%, e função do coronavírus.

Apesar dos impactos da pandemia, a área mostrou solidez e a recuperação ocorrerá ainda nos próximos trimestres, segundo Lazari. “A seguradora voltará ao histórico de contribuição de 25% e o crescimento de prêmio virá de novas vendas ou de reajustes”, disse. A seguradora comercializou 1 milhão de itens e movimentou R$ 700 milhões neste semestre.

De acordo com o banco, o crescimento do lucro na comparação anual foi em função do bom desempenho das receitas de serviços (R$ 8,412 bilhões, alta de 10,3%), aumento da margem financeira com clientes (para R$ 13,471 bilhões, alta de 2,3%), menores despesas operacionais (R$ 10,990 bilhões, queda de 4,1%) e menores despesas com provisões devedores duvidosos (R$ 3,487 bilhões, queda de 60,8%).

Empréstimos

A carteira de crédito expandida do banco cresceu 3% no segundo trimestre para R$ 726,453 bilhões, com alta de 9,9% em 12 meses. Os empréstimos em atraso superior a 90 dias responderam por 2,5% da carteira do banco.

A carteira de pessoa física impulsionou o crédito chegando a R$ 282,192 bilhões, avanço de 5,7% no trimestre e de 20,7% em 12 meses, com destaque para os segmentos imobiliário, cartão de crédito e consignado. Entre pessoas jurídicas, totalizou em R$ 264,329 bilhões, com alta trimestral de 1,0% e anual de 7,6%.

Do total de créditos liberados pela organização, cerca de 30% aconteceram por meio de canais digitais, de maneira autônoma pelos clientes, com destaque para os créditos liberados para pessoas físicas, diz o Bradesco.

Margem financeira

Já a margem financeira atingiu R$ 15,738 bilhões no trimestre, com alta de 1,0% no trimestre e queda de 5,7% em 12 meses. A margem com clientes foi de R$ 13,471 bilhões, com altas de 1,9% e 2,3%, respectivamente. A taxa média foi de 8,9%, de 9,1% e 9,5%.

Inadimplência

O Bradesco registrou inadimplência de 2,5% no segundo trimestre, ante 2,5% no primeiro e 3,0% em igual período de 2020. Em pessoa física, a inadimplência passou para 3,4%, de 3,5% e 4,5%. Em grandes empresas, ficou em 0,4%, de 0,4% e 0,5%. E em micro, pequenas e médias, foi de 2,6%, de 2,6% e 3,1%. O indicador permanece nos menores patamares da série, refletindo as ações de gestão de risco. “A inadimplência permanece comportada, mas é possível que volte a taxa histórica de 2019, antes da pandemia”, afirmou Lazari.

 Menos Agências

O Bradesco, que fechou 140 agências bancárias no segundo trimestre de 2021, planeja transformar o total de 400 agências até o final do ano em unidades de negócios. No ano passado, foram encerradas o total de 700 agências. A estratégia, segundo o presidente do Bradesco, é expandir os Pontos de Atendimentos (PAs) e o Bradesco Expresso, terminais de atendimento que o banco tem nos estabelecimentos comerciais.