Atualmente, 81,8% das famílias brasileiras têm como principal tipo de dívida o cartão de crédito, segundo Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A pandemia, inflação elevada e redução do auxílio emergencial são os principais ofensores para o aumento das dívidas.

Este índice de endividamento aumentou 1,7 ponto percentual em relação a maio de 2021 e teve a maior elevação mensal desde março de 2017.

A pesquisa da CNC mostra ainda que sete em cada 10 famílias encerraram o semestre com dívidas em cheque pré-datado, cartão, cheque especial, carnê de lojas, crédito pessoal ou consignado, prestação de financiamentos de carros e imóveis.

Com a facilidade de crédito, segundo analistas, as pessoas têm buscado mais financiamentos, consignados. Apesar dos ajustes recentes, a taxa Selic ainda encontra-se mais baixa que em anos anteriores, e isso acaba atraindo mais pessoas ao crédito.

“Esse índice de endividamento é preocupante porque se você ganhava R$ 1200 e agora recebe R$ 1000, faz um empréstimo para conseguir quitar suas dívidas, com parcelas de 30% do seu salário, no próximo mês terá o comprometimento financeiro e somente receberá R$ 700. Por mais tentador que possa ser a oferta de crédito, o ideal é rever o planejamento financeiro”, diz Silvia Machado, mentora de finanças.