CEF perde market share em meios de pagamento-crédito-divulgação

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A Caixa Econômica Federal (CEF) foi o banco que mais perdeu market share na indústria de meios de pagamento, segundo levantamento da Transfeera, plataforma de gestão e processamento de pagamentos. Em agosto de 2021, o banco respondeu apenas por 14% das transações da fintech, comparado aos 40% registrados em abril de 2017.

Nesse mesmo período, o Santander perdeu espaço de 19% na plataforma da Transfeera, saindo de 30% para 11%. Enquanto o Nubank ganhou mercado, responsável por 22% das transferências da fintech, só no último mês de agosto.

De acordo com a pesquisa, as transferências monetárias direcionadas para contas dos cinco maiores bancos brasileiros (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú e Santander) sofreram uma redução de 43%, nos últimos quatro anos.

Para a realização do Estudo Market Share de Bancos 2021 foram examinados mais de 6 milhões de pagamentos realizados pelas empresas clientes da Transfeera, por meio de sua plataforma, entre abril de 2017 e agosto deste ano, considerando as transferências feitas tanto para contas bancárias de pessoas físicas quanto para contas de outras empresas.

Essa queda se deve a atuação das startups de finanças, cujas soluções multiplicaram as possibilidades de fazer o dinheiro circular, provocando uma revolução no setor de meios de pagamentos no país. Além disso, a transformação digital do sistema financeiro brasileiro acelerada pela pandemia transferiu a movimentação do dinheiro para os meios digitais.

Conforme registrou o Distrito, dados da Comscore ainda mostram que o Brasil lidera a digitalização bancária na América Latina, à frente de Chile, Argentina, Colômbia, México e Peru.

Já o 2021 Global Fintechs Rankings, produzido pela britânica Findexable, revela que o país se consolidou como um dos grandes ecossistemas globais de fintechs, ocupando a décima quarta posição no mundo.

Plataforma Open Banking

A Transfeera nasceu em 2017 na incubadora Softville, de Joinville, com o objetivo de diminuir o custo das transferências entre diferentes contas bancárias (TEDs) para pessoas físicas. A startup de finanças abriu conta nos principais bancos do Brasil com um bom saldo e usava o dinheiro para transformar as TEDs dos seus clientes em transferências realizadas dentro de uma mesma instituição.

Hoje, a startup é dona de uma plataforma open banking de gestão e processamento de pagamentos, cobrança e validação de dados bancários para pessoas jurídicas.

Em outubro de 2019, os fundadores da Transfeera viajaram para o Vale do Silício para um programa de aceleração de duas semanas da Visa. Um ano depois, a empresa recebeu um investimento pré-seed de R$ 3 milhões liderado pela gestora de capital de risco GooDz Capital e com participação da Bossanova Investimentos, Honey Island e Curitiba Angels.

(Com assessoria)