Thiago Zaninotti, CTO da Celcoin - Foto: Divulgação

Thiago Zaninotti, CTO da Celcoin – Foto: Divulgação

O Brasil precisa de uma regulação que permita que empresas de fora do setor se conectem com fintechs e CNPJs da área financeira. Dessa forma, repetiria-se o sucesso da intersecção entre setores como já se vê na Inglaterra e na Itália, por exemplo. A proposta foi apresentada nesta quarta, 25, durante o Digital Money Meeting, por Thiago Zanizotti, CTO da Celcoin, fintech pioneira (surgiu em 2016) em open finance no Brasil.

“Podemos considerar o Brasil como maior o open finance do mundo. A Inglaterra começou em janeiro de 2018, com 9 bancos. Nós, em agosto de 2018, começamos com 34”, falou Zanizotti. “E isso com dois terços da população tendo dificuldade de acessar o sistema financeiro”, continuou.

“Mas precisamos deu ma regulação que permita que os não financeiros se conectem conosco, como acontece na Inglaterra e na Itália.”

E foi adiante. “Em primeiro lugar, precisamos acabar com o mito da guerra entre fintechs e incumbentes. Em vez disso, atuar em conjunto com incumbentes. Estamos trabalhando em um ambiente, um ecossistema colaborativo, e nosso papel, como fintech, é atuar junto com incumbentes para  popularizar, democratizar, e é isso que aconteceu na Inglaterra. Lá, no primeiro ano surgiram 30 TPPs, ou seja, 30 partes terceiras, fazendo conexões diversas com os incumbentes. Por aí dá para entender nosso papel. Hoje, são mais de 180 fintechs que se conectam conosco”.

Segurança

Zanizotti citou pesquisas que indicam alta perspectiva financeira para o país. “O Brasil está em sétimo lugar no mundo em regulação que permita incentivar o open banking, mas o que mais me chama a atenção é como o brasileiro é afeito às novas tecnologias. Adere fácil. Você coloca um novo aplicativo e ele já sai baixando. mas existe o medo. 53% das pessoas estão preocupadas com a segurança. Então precisamos dar essa segurança, deixar as pessoas tranquilas.”