Maurício Santos – diretor de Serviços Financeiros da Claro Crédito: Divulgação

Depois de vislumbraram que sua base de clientes e seus pontos de atendimento são ativos que podem ser rentabilizados com serviços financeiros, o céu é o limite para as operadoras de telecomunicações. Inicialmente, as ofertas das operadoras limitaram-se aos clientes dos planos controle e pós-pago, que oferecem uma segurança maior contra inadimplência e consistência de dados.

O próximo passo, mais desafiador, é a oferta de serviços para a imensa base de clientes de planos pré-pagos, muitos desbancarizados e, portanto, oferecendo grandes oportunidades. Bônus de acesso à internet é uma estratégia comum entre as operadoras como chamariz para adesão aos serviços financeiros.

A Claro lançou uma RFP (Request for Proposal, ou Pedido de Proposta) para selecionar bancos digitais e fintechs para a oferta de serviços financeiros que explorem as oportunidades abertas pelo Open Banking.

“Nossa estratégia está baseada inicialmente no Pix e, num segundo momento, em Open Banking. Convidamos bancos e as principais fintechs e estamos na fase de avaliação de proposta pelos próximos três meses”, diz Maurício Santos, diretor de Serviços Financeiros da Claro.

Ele explica que a nova configuração do mercado financeiro – com regulamentações permitindo a entrada de novos players – vai começar a separar quem é responsável pelo desenvolvimento e operação dos serviços financeiros e quem vende e se relaciona com o cliente, a quem pertence o dado. A Claro, que tem relacionamento e conhece bem o cliente, pode fazer a venda de produtos com as melhores características para ele e no momento mais adequado.

“Estamos nos posicionando como um orquestrador de um ecossistema financeiro digital. Nos próximos meses vamos começar a oferecer outros produtos financeiros de parceiros. A estratégia é aproveitar o Open Banking para que, por meio de parceiros – que pode ser banco ou fintech -, oferecer a melhor solução financeira para nossos clientes”, diz Santos.

A Claro foi a primeira a mirar o mercado de pré-pago com a ampliação do acesso ao Claro Pay, aplicativo de serviços financeiros digitais, que agora é disponibilizado para todo o público, incluindo clientes de outras operadoras.

A Claro oferece a seus clientes 15 GB de bônus na primeira recarga com Claro pay e bônus nas recargas recorrentes, além de não consumir dados no uso do app. A carteira digital da Claro oferece conta e possibilita pagamentos pelo celular, é integrado ao PIX e isenta de tarifas.

A primeira experiência da Claro com mobile payment foi em 2013 com a wallet Meu Dinheiro Claro. Em 2017, a operadora ofereceu o seguro para celular Proteção Móvel. Em 2019, lançou o aplicativo SOS Recarga, para crédito antecipado de recarga, e o Smart Crédito, de empréstimo pessoal em parceria com o Banco Inbursa, do grupo Claro. Até lançar, no ano passado, o Claro Pay, agora estendido aos clientes dos planos pré-pagos e a clientes de outras operadoras, novamente em parceria com o Banco Inbursa.

“O Claro Pay é uma instituição de pagamentos, ainda não autorizada, mas supervisionada pelo Banco Central. E tem toda a segurança para o cliente porque todos os depósitos são aplicados no Tesouro Direto, que tem liquidez alta e risco baixo”, completa o diretor de Serviços Financeiros da Claro.