CleanCloud estreia no marketplace da AWS-Crédito: Divulgação/ Marco Torelli

Henrique Vaz, CEO da CleanCloud             Foto: Divulgação/ Marco Torelli

A CleanCloud, startup especializada em segurança na nuvem, será a primeira empresa brasileira a oferecer produto nas prateleiras do marketplace B2B da Amazon (AWS).

Com estreia prevista para a próxima semana, a startup levará sua solução que tem como principal diferencial verificar se as configurações de segurança do usuário na nuvem pública AWS, Google Cloud e Azure estão em conformidade com as regulações estabelecidas pela Lei Geral de Propriedade de Dados (LGPD) e pelo Banco Central.

“As organizações dependem da saúde das informações com as quais lidam. Um incidente pode gerar um impacto significativo na marca e na reputação da empresa. Nosso produto identifica periodicamente as vulnerabilidades na nuvem do cliente, com todos os detalhes para realizar as retificações”, afirma Henrique Vaz, CEO da CleanCloud.

Atualmente, a segurança dos dados é uma das principais preocupações das instituições. Segundo ele, globalmente, o custo médio com violação de dados é de US$ 3,6 milhões, e  pode ser ainda maior conforme a localização da empresa e o mercado consumidor, conforme registra pesquisa da IBM. Nesse cenário, o olhar atento para cloud security se torna ainda mais essencial.

A dor de gerenciar na nuvem

Criada em 2017, quando os sócios sentiram a dor de gerenciar grandes ambientes em nuvem, a ClearCloud nasceu focada na nuvem pública da AWS. Em seu portfólio constam também um produto de FinOps, com recomendações para otimização de custos.

Atualmente, atua como Independent Software Vendor (ISV), que é um parceiro de tecnologia dos três provedores – AWS, Azure e Google. O processo de integração do produto dura literalmente dois minutos e envolve apenas três cliques.

O alvo da startup são as empresas de mercado regulado. O segmento financeiro responde por 50% da sua receita, seguido pelas áreas de saúde, educação, seguro e RH. A empresa opera no modelo de Software as a Service (SaaS) e o cliente paga de forma recorrente.

Vale destacar que na política de mínimo acesso, a permissão da startup na nuvem do cliente é apenas para a leitura da base dados. A empresa só tem acesso a metadados. Isso significa que é capaz de identificar as políticas de um determinado banco de dados, porém não tem acesso a seu conteúdo.

Marketplace B2B

De acordo com Vaz, estar dentro da estrutura da AWS leva a CleanCloud para atuar em outros mercados do planeta,  com a facilidade de faturar suas vendas nos Estados Unidos.

Para participar do marketplace da AWS, o fornecedor tem como pré-requisito abrir uma empresa nos Estados Unidos. A CleanCloud optou por criar seu escritório virtual em Delaware, considerado o estado americano com maior expertise em mercado corporativo. Mais de 80% das empresas de capital de aberto nos Estados Unidos estão situadas em Delaware, diz Vaz.

“O marketplace B2B é novo e está crescendo muito. É uma forma fácil de vender internacionalmente, pois elimina qualquer fricção da venda, como fazer cadastro, por exemplo. Trata-se de uma estratégia ‘go to market’ que permite clientes situados em qualquer lugar do planeta comprarem seus produtos. Além disso, ter a chancela da AWS é uma validação importante para nós, que já somos seu parceiro de nível avançado”, observa.

A CleanCloud passou pelos programas de aceleração da Endeavor ScaleUp e StartUp Chile e recebeu investimentos para acelerar seu crescimento, entre as investidoras: Bossa Nova Investimentos, GV Angels e Anjos do Brasil. Até agora captou R$ 1,5 milhão.

Está prevista para o início do próximo ano uma nova rodada, mas o CEO da CleanCloud preferiu não revelar valores,  alegando  questões estratégicas.