Clima Econômico da AL tem expectativas mais pessimistas, diz FGV - Crédito: Freepik

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O Índice de Clima Econômico da América Latina (ICE), medido pela Fundação Getulio Vargas, recua neste segundo trimestre de 2022 em relação ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2021. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 24.

Segundo o ICE, a economia da região está melhor do que no auge da pandemia sem vacinas, mas não conseguiu retornar aos níveis de 2019.

O Índice de Clima Econômico subiu 2,1 pontos no Brasil no segundo trimestre deste ano e chegou a 62,7 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos.Brasil e Uruguai, este com alta de 14,2 pontos, foram os únicos dos dez países latino-americanos analisados pela pesquisa a apresentar crescimento no segundo trimestre, na comparação com o primeiro.

Apesar de apresentar alta, o ICE do Brasil (62,7 pontos) ainda está abaixo da média da América Latina (67,3 pontos). O indicador brasileiro é também o terceiro mais baixo entre os dez países latino-americanos, superando apenas Argentina (39,1 pontos) e Chile (46 pontos).

Os demais países apresentam os seguintes índices: Peru, 63,4 pontos; Bolívia, 65,9; México, 66,2; Equador, 72,1; Paraguai, 91,2; Colômbia, 95,7; e Uruguai, 149,6.

Na média, a América Latina apresentou queda de 11,7 pontos no período, de acordo com a pesquisa. A queda do ICE no segundo trimestre de 2022 foi influenciada pelo resultado do Indicador de Expectativas (IE), que registra uma diferença de 21,4 pontos em relação ao trimestre anterior. O IE vinha numa trajetória de queda desde o 2º trimestre de 2021 e no 2º trimestre de 2022 passou para a zona desfavorável.

No caso do Indicador da Situação Atual (ISA), a queda foi de 3,5 pontos entre o 1º e o 2º trimestre de 2022. O indicador se mantém na zona desfavorável desde o 2º trimestre de 2012.

PIB

O estudo também divulgou previsões de especialistas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 dos países pesquisados. A estimativa de crescimento para este ano no Brasil subiu de 0,7% no primeiro trimestre para 0,8% no segundo trimestre.

Apesar da nova previsão, o Brasil tem a menor taxa entre as nações pesquisadas. Na média, a América Latina deve crescer 2%. As demais taxas variam entre 4,3% na Colômbia e 1,2% no Paraguai.

Para os especialistas, os principais problemas para a economia do país são falta de inovação, falta de confiança na política econômica, infraestrutura inadequada, aumento das desigualdades de renda e falta de competitividade internacional.

(com assessoria)