Rodrigo Soeiro, CEO e co-fundador da Monnos – Crédito divulação

A Monnos, que se auto-intitula o primeiro cryptobank do Brasil, quer prover para o novo investidor de cripto um ambiente de mais fácil entendimento e de melhor performance. A empresa foi criada, em 2018, por Rodrigo Soeiro, CEO e co-fundador junto com Felipe Grasnievicz, após uma operação da ICO – Initial Coin Offering – com captação de R$ 1,7 milhão, em plataformas coreana e russa; e um teste de crawdifunding de R$ 500 mil com os usuários da plataforma.

“Vamos continuar crescendo apoiados por nossos usuários. Provavelmente, vamos passar por uma nova captação de R$ 2,5 milhões via crawdifunding com os usuários do aplicativo. No caso do ICO, o ganho está associado à valorização do utilitie token. Já no crawdifunding o investidor ganha com a valorização do negócio. Nosso valuetion está próximo a R$ 40 milhões”, sinaliza Soeiro.

O CEO da Monnos explica que no modelo de negócios da startup há duas alternativas de aplicação. Na primeira, o investidor compra moeda e passa a receber rentabilidades passivas (sem precisar fazer mais nada) toda semana. No aplicativo, é possível visualizar as principais moedas, as que estão ganhando ou perdendo. Cada moeda tem uma performance histórica. “A pessoa faz a gestão de portfólio dentro da plataforma”, diz Soeiro.
A outra opção é o investidor acoplar seus recursos à estratégia de outros investidores bem ranqueados que tornaram sua estratégia pública. Funciona como uma rede social de investimento em que o investidor pode colocar seu dinheiro para seguir os lances de outro usuário.

“Como temos mais de 30 mil usuários, todos podem optar por tornar sua estratégia pública e cobrar para ser seguido de US$ 0,5 a US$ 10; e as outras pessoas podem seguir esses usuários que estão ranqueados por performance globalmente. O usuário clica em sincronizar, informa o valor e tudo o que  o investidor que ele segue fizer com o dinheiro dele o seu fará o mesmo”, explica Soeiro.

Ele esclarece que a Monnos tem a função de Exchange, mas, além disso, atua como um banco de cripto, oferecendo cartão da bandeira Elo e pagamento de boletos após a conversão das criptomoedas para reais. O usuário pode ficar 100% do tempo posicionado em cripto e só se desposiciona quando for gastar.

“Temos mais de 60 criptomoedas na plataforma, entre as quais a nossa MNS lançada no ICO. Hoje ela vale um pouco menos de R$ 0,01 e temos trabalhado para prover valor a ela. Trata-se de um utilitie token que provê alguns benefícios dentro da plataforma. Quanto mais MNS o usuário acumula, mais ganhos obtém: paga menos em trade, ganha mais cashback de até 5% no cartão, e, para cada usuário que indicar, recebe um percentual do que este usuário transacionar”, diz Soeiro.

A Monnos também atua com NFTs e lançou recentemente  cripto cards do polêmico John McAfee, criador do antivírus McAfee, considerado um ícone no mercado de cripto devido à sua postura libertária. O artista brasileiro Davi Akira também concebeu três obras na temática astronautas, em homenagem ao universo Monnos.

“Vamos lançar outros cinco cripto cards de figuras icônicas de cripto. O que a Monnos tem feito é navegar nesses novos mundos de cripto e trazer isso para o dia a dia de um leigo”, resume o CEO da Monnos.

Soeiro já havia fundado a Allgoo, criada em 2015 como um engine de robô advisor, que chegou a ser acelerada e adotada pelo Bradesco. Mas, apesar da oferta de um produto empacotado, os grandes bancos e corretoras ainda exigiam um grande nível de customizações porque não havia APIs disponíveis.

“As empresas queriam as customizações, pagando o mesmo preço do produto empacotado. O modelo deixou de ser escalável e justificável para o grande números de investidores que havíamos trazido. Hoje a empresa ainda existe, já está relativamente atingindo o break even e estamos num processo de discussão sobre como será meu desligamento”, diz Soeiro.